iPad é o gadget do ano

Estadão

29 de novembro de 2010 | 15h33

ipad3.JPGHoje fiz um texto no Link falando da minha relação com o iPad e por que razão o considero o gadget do ano.

Para essa matéria, tinha preparado um guia de 30 apps legais. Como no papel só couberam as cinco melhores, aproveito para republicar aqui a matéria, com as outras 25 recomendações de apps, que não estão em ordem de importância. São todas legais.

Bom, começo pela capa do Link:

Presente aberto

O iPad é o presente do ano. Até os detratores do tablet da Apple têm de se conformar com o fato de que nenhum outro aparelho chamou tanta atenção em 2010.

O iPad é perfeito? Está longe de ser. Por outro lado, não existe hoje no mercado nada comparável a ele. Nem as cópias chinesas, tampouco os primeiros modelos de tablet com o sistema operacional Android, do Google.

Os números dão conta de explicar a parte mais superficial do fenômeno do iPad. A Apple registrou 3,7 milhões de iPads vendidos nos primeiros três meses de mercado. Diferentes analistas especulam que as vendas em 2010 devem ficar numa larga margem que vai de 5 milhões a 8 milhões de unidades.

Contudo, para entender mais a fundo o por quê de tanto sucesso, é preciso levar em conta outros dois fatores. As virtudes do produto em si e a questão cultural que envolve ter um iPad.

No meu primeiro mês com o iPad, escrevi aqui para o Link (na edição de 10 de maio) que o considerava altamente viciante. Vício, por definição, é algo que se pode largar com certa força de vontade. Não cogito a possibilidade de não ter um iPad comigo, ele tornou-se peça indispensável em meu cotidiano.

Quem saiu de cena foi o notebook. É uma mudança de hábitos enorme, feita sem traumas.

Se antes eu assistia a um programa na TV com o notebook na mão, hoje faço o mesmo com o iPad, com a vantagem de ele não esquentar e de ser muito mais leve. Isso quando o próprio iPad não substitui a televisão.

Raramente assistia a filmes e séries e lia livros ou revistas diretamente no notebook. Todo dia, gasto algumas boas horas lendo e assistindo a vídeos no iPad. E a bateria aguenta bem, quase sempre acaba no segundo dia de uso.

No fim de semana, o notebook sempre ficou meio de canto, principalmente em viagens. O iPad, mesmo quando estou em lugares ermos e sem conexão à internet, está sempre à mão.

Pesquisa pessoal: desde que comprei o iPad, levei o notebook a apenas uma reunião (faço muitas durante a semana). Comprei somente um livro em papel (mais de 20 no iPad) e não pisei mais em uma banca para comprar revistas importadas – fora que, com o preço de uma Wired vendida no Brasil, compro a revista e mais outras três no iPad.

Pontos fracos
O iPad é ruim para escrever textos longos, mas isso é facilmente resolvido com um teclado Bluetooth.

O que não quer dizer que não haja muito para ser aprimorado. O ponto crítico é o backup, que demora horas quando há muitos apps baixados. Fora que não custava ter uma câmera – não para tirar fotos, mas para usar o Skype – e uma entrada USB.

O Bluetooth poderia ser menos policiado. Aliás, a polícia do software da Apple poderia largar de ser rígida e liberar conteúdo adulto.

Mas sou otimista em relação ao futuro. Pelo menos na parte técnica, a Apple deve ouvir os consumidores. E arrisco dizer que, depois do iPad, o seu próximo notebook será um tablet.

Truque permite comprar no iTunes

Como não dá para esperar que o nó górdio dos diretos autorais que emperra a entrada mais pesada da loja do iTunes no Brasil seja resolvido tão cedo, é preciso ter uma conta americana para aproveitar ao máximo o iPad.

Só assim dá para alugar filmes, comprar séries e longa metragens, músicas, livros, revistas e alguns aplicativos. Como o iPad é uma central de entretenimento pessoal, sem acesso ao que a Apple oferece de produtos culturais o uso do tablet fica sem graça.

Para criar uma conta americana sem um cartão de crédito emitido nos EUA, é preciso usar gift cards (cartões de presente) da Apple. Esses cartões são vendidos nas lojas da Apple, mas alguns sites disponibilizam o número do cartão por e-mail, cobrando um certo ágio pelo serviço. É o caso do BraziliaPilot.com, que, inclusive, aceita pagamento via Pay Pal, mais seguro do que dar diretamente o número do seu cartão de crédito.

Para usar o gift card é preciso ter uma conta americana. Você pode criá-la de maneira simples. Fazendo uma nova conta na Apple, sem informar o número do cartão de crédito e preenchendo o campo de endereço com um local que exista nos EUA.

Não deixe de fazer esse truque antes de sincronizar o iPad com o seu iTunes, pois se resolver trocar a sincronização do iPad com uma determinada conta, vai perder todos os aplicativos já baixados até então.

TOP 5 APPS

1. Flipboard
Transforma seus feeds de Twitter e Facebook em uma “revista social”. Grátis.

2. Wired
A revista entendeu bem rápido a graça de fazer uma revista multimídia no iPad. US$ 3,99 por edição.

3. Marvel Comics
O iPad parece ter sido criado para ler gibis, e os da Marvel são indispensáveis. O app é grátis, as revistas saem por US$ 1,99.

4. Kindle
O app do e-reader da Amazon é correto para ler, mas o que faz a diferença é o acervo da loja. Grátis.

5. Air Video
Faz streaming pela sua rede interna ou pela web dos vídeos que estão no seu computador para o iPad. US$ 2,99.

GAMES

Real Racing HD

É o jogo de corridas multiplayer mais realista pro iPad. Dá para jogar junto com o iPhone. US$ 9,99

Touch Hockey

Hockey de mesa, daqueles de área de brinquedos de shopping, para jogar sozinho ou com um amigo. Grátis.

Godfinger

Joginho viciante, primo do FarmVille para iPad, em que você maneja o dedo de Deus para popular e fazer mundos crescerem. Grátis.

Labyrinth 2 HD

O jogo é manjado: você tem de colocar a bolinha no buraco, evitando obstáculos. Mas é viciante no iPad. US$ 7,99

Fieldrunners

Outro jogo de iPhone que melhora no iPad, onde você ganha espaço para se defender do exército inimigo. US$ 2,99

Dungeon Hunter HD

Ok, esse jogo de aventura é um clone de Diablo, mas a diversão compensa a falta de imaginação. US$ 6,99

Angrybirds

O passarinho voador que já é um clássico do iPhone fica mais legal numa tela grande. US$ 4,99

Civilization Revolution

Jogo de estratégia que existia para iPhone melhora muito com o espaço de tela do iPad. US$ 12,99

Scrabble

Para quem sabe bem inglês, esse jogo clássico de palavras cruzadas no tabuleiro fica perfeito no tablet. US$4,99

Flight Control HD

Faça todos os aviões pousarem em segurança, se for capaz. Agora com modo multiplayer online. US$ 4.99

MÍDIA

New Yorker

A revista usa a mesma plataforma da Wired, mas entrega textos longos e brilhantes semanalmente. Grátis para baixar, 4,99 a edição.

The Economist

Recém chegada ao iPad, a melhor revista semanal de economia não é inovadora, mas o conteúdo a faz essencial. App grátis, US$ 5,99 por edição.

Sports Illustrated

Uma das primeiras revistas a chegar ao iPad, é uma das que melhor explora o visual. US$ 4,99 por edição

Vanity Fair

A tradicional revista feminina americana tem uma edição digital simpática, boa para as matérias de moda, sempre com complementos legais em vídeo. US$ 3,99 por edição

Washington Post

O jornal desenvolveu um aplicativo próprio, que mescla tempo real e material multimídia com uma edição das melhores histórias do dia. Trial grátis, em fevereiro ficará só para assinantes.

Financial Times

O jornal economic britânico tem um desenho inovador e traz o melhor equilíbrio entre web, papel e multimídia entre os jornais. Assinatura a partir de US$ 21,98 por mês

Instapaper

A app para iPhone que grava páginas da web para ler depois está mais bem acabada no iPad. US$ 4,99

Guardian Eyewitness

Para quem gosta de fotos, essa app traz a imagem do dia do jornal britânico The Guardian, com dicas dos fotógrafos do jornal. Grátis.

Wikipanion

A Wikipedia funciona bem no Safari, mas esse app deixa o acesso à enciclopédia mais organizado. A versão gratuita é suficiente.

Explore Flickr

Outro app matador para quem gosta de imagem. Explore pelo site de fotos Flickr, aproveitando ao máximo a tela do iPad. Grátis.

ÚTEIS E CURIOSAS

Blackboard Mobile Learn

Uma ferramenta bacana de interação entre estudantes e professores, onde podem ser trocadas ideias, criados blogs e passadas notas. Grátis.

Star Walk for iPad

Para quem curte astronomia, mas não é fera no assunto, essa app cria seu planetário particular. Ganhou prêmio no Design Awards da Apple. US$ 4,99

Beatwave

Para perder horas a fio criando quadradinhos que disparam diferentes sons de acordo com a dispersão e interação das ondas sonoras. Grátis.

Pages

Para quem quer usar o iPad para escrever, Pages é a melhor solução de editor de texto. Se quiser escrever textos longos, compre também um teclado. US$ 9,99

Adobe Ideas

App perfeita para ara desenhar, coletar imagens e, se você curtir design, organizar sua vida visual. A versão gratuita é bacana, mas a paga, de US$ 4,99, é mais legal.

Quer saber mais? Leia meu primeiro texto sobre o iPad.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: