Xô, pulgas e carrapatos
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Xô, pulgas e carrapatos

Cris Berger

01 de fevereiro de 2021 | 03h00

No verão os animais ficam mais propícios a pegar pulgas e carrapatos. Foto Cris Berger/Guia Pet Friendly

Sabe o que combina (no pior dos sentidos) com pulgas e carrapatos? Verão e calor. É justamente na atual estação que a proliferação destes dois parasitas indesejáveis acontece em maior quantidade.
O preocupante é que o Brasil é um dos países com menor taxa de aplicação de antipulgas do mundo. Logo nós que somos o terceiro maior mercado global, com mais animais de estimação nos lares do que crianças (IBGE 2015). Ou seja, é nosso papel cuidar dos nossos pets e difundir a necessidade de combater pulgas e carrapatos.

Convidamos a gerente técnica para Animais da Boehringer Ingelheim Saúde Animal, que produz os antipulgas Frontline e Nexgard, Gabriela Rosa, para nos falar sobre o assunto. Ela explica que as picadas de pulgas geram um grande incômodo para os pets que buscam aliviar-se coçando. Entre as doenças causadas estão a DAPE, dermatite alérgica, verminose e anemia em filhotes.

Quem nunca ouviu falar na temível doença do carrapato? Se o seu pet apresentar sangramento no nariz, febre e apatia, vale investigar com o veterinário se as plaquetas estão baixas ou se apresenta anemia. Ainda no setor do carrapato, lembramos que ele pode causar doenças como babesiose e febre maculosa.

E, agora, vem a principal pergunta: quais são os locais em que os pets podem ser contaminados? Principalmente, onde há outros cães e gatos. Atenção especial para parques, creches e hotéis para cachorros e pet shops. Assim como hospedagem para humanos que recebem pets. Porém, nós também podemos levar carrapatos para dentro de casa pelos sapatos, bolsas e até mesmo no corpo. Portanto, mais uma vez, prevenção é a palavra da vez.

Hoje, além das tradicionais pipetas antipulgas, há comprimidos mastigáveis, que chegaram ao mercado na década de 2010, e coleiras. Se você tiver mais de um pet, lembre-se que todos precisam estar protegidos de forma simultânea e é importante ficar atento ao tempo de duração de cada produto. Há casos em que todo o ambiente também precisa ser tratado.

No mercado, há opções até para pets de apartamento, que ficam mais tempo em casa, e para os “roots”, que adoram dar uma saidinha. A Ella (minha sócia pet na coluna) disse que apesar de ser nutella (tranquila como um Buda), quer usar o antipulgas dos Roots porque curte a vida adoidado.

É JORNALISTA, FOTÓGRAFA E AUTORA DO GUIA PET FRIENDLY

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