Vamos planejar as férias com os pets?
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Vamos planejar as férias com os pets?

Cris Berger

31 de dezembro de 2021 | 07h00

Férias, recesso e descanso. Quem vai ao litoral sonha com mergulhos, pele bronzeada e brisa marinha. Com direito a cochilos a qualquer hora, picolé misturado com areia, milho na espiga e água de coco na fruta. Quem sabe frescobol, caminhadas e corridinhas olhando o mar? Os dias são mais longos, o céu ganha um azul forte e os entardeceres tornam-se poéticos. Ah! O verão! Como não amá-lo?

Eu e a Ella (minha sócia pet aqui e no Guia Pet Friendly) acabamos de voltar de uma temporada pertinho do mar, onde matamos a saudade do clima contagiante do verão e do barulhinho do quebrar das ondas. Eu não fazia ideia de quanto precisava deste dolce far niente (o prazer de não fazer nada). Lembrando que para fazer “nada” é necessário organização, portanto, se você tem um pet na viagem, como eu, lembre-se que ele requer cuidados específicos e algum planejamento.

Onde se hospedar

A primeira tarefa é definir onde você vai se hospedar com ele. E aqui eu tenho uma pergunta: vocês já frequentam hotéis ou pousadas pet friendly? Caso ele não esteja familiarizado com outros pets e pessoas, o Airbnb é uma boa opção a ser cogitada, pois em uma hospedagem coletiva haverá regras a cumprir e percebo que nem todos os tutores sentem-se à vontade com elas. No Guia Pet Friendly há um buscador por categoria que também pode te ajudar. 

Ella e Winnie: hóspedes pet. Foto: Cris Berger

Outro ponto importante é prestar atenção na personalidade do seu pet. Ele tem muita energia e precisa gastá-la? Neste caso, procure um hotel ou pousada com gramado ou trilha para correr e piscina ou lago para nadar e que sejam liberados para cães. Se o pet for do tipo “relax”, será mais fácil tê-lo no programa como sua companhia, pois basta atender às necessidades fisiológicas de se alimentar, fazer xixi e cocô, passear e cuidar as altas temperaturas do verão.  

Mala dos pets

Bem, o pet também tem sua mala. O que não pode faltar nela? O básico é comida (sempre leve a mais), comedouros (para água e comida), pote portátil e garrafinha para hidratá-lo durante os passeios, caminha ou colchonete, coleira e guia, cata caca (que são os saquinhos para recolher o cocô), tapete higiênico, placa de identificação com seu nome e telefone no caso de ele se perder, carteirinha de vacinação em dia, cinto de segurança para o carro e protetor solar para as áreas com falha de pelo.

Além de capa de chuva, roupinha, manta, toalha, xampu e condicionador (se pretende dar banho nele), petisco e brinquedo (principalmente os de enriquecimento ambiental). Os mais precavidos apostam em uma farmacinha que deve ser criada junto do médico veterinário.        

Pet na praia

Se pode cachorro por lei nas praias do Brasil? Apenas na capital carioca, Parnamirim e Natal, no Rio Grande do Norte e Santos, litoral sul de SP, é permitido. No Guarujá, apesar de muitas pessoas levarem seus pets, existe o risco de multa caso haja uma denúncia, pois é proibido. 

A semana do recesso, entre Natal e réveillon, é a mais crítica, onde o número de pessoas aumenta consideravelmente e parece que todo mundo está à flor da pele. Sugiro dobrar a atenção nesse período e evitar conflitos, portanto, evite praias cheias e cuide a temperatura da areia, que pode queimar o coxim das patinhas do seu cachorro.  

Fogos na virada

Apesar dos fogos barulhentos serem proibidos no Estado de SP, algumas pessoas soltam, pois não há uma fiscalização efetiva. Se o seu pet é sensível a eles, vale prestar atenção e preservá-lo. O especialista em adestramento de cães Nick Rijniers da Bark and Birch aconselha: “Durante a queima de fogos, tente entreter o seu companheiro, alimentá-lo ou deixar os brinquedos favoritos dele por perto. Essa é uma maneira de chamar a atenção para outra coisa que não seja o barulho. Deixe o rádio ligado e coloque uma música relaxante. Calmantes também podem ser de grande ajuda se seu cão é propenso a ansiedade. Consulte o seu veterinário”. 

A Ella, com o passar dos anos, tornou-se um pouco mais sensível ao som dos estouros. Eu procuro agir com naturalidade, mesmo percebendo seu medo e tendo o ímpeto de querer abraçá-la e protegê-la. Não quero que ela atribua o barulho como algo perigoso. Mesmo conhecendo nossos pets, eles podem ser imprevisíveis, portanto, vale se precaver e olhar todas as rotas de fuga para que um acidente não aconteça, ou seja, feche janelas, portas e portões. O cansaço da atividade física, tanto para cães como pessoas, é um ótimo aliado no combate da ansiedade e diminui a percepção do barulho dos fogos, portanto, capriche no passeio do dia. 

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