Vale a pena castrar sua fêmea?
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Vale a pena castrar sua fêmea?

Cris Berger

03 de maio de 2021 | 03h00

O Dia das Mães já é dia 9 e achamos que seria importante alertar sobre a maternidade das nossas fêmeas. Devemos castrá-las? O que isso representa na saúde delas? Isso sem falar no submundo dos canis clandestinos.

Mãe e filhote. Foto Shayna Douglas/Unsplash.com

Eu castrei a Ella (minha sócia pet na coluna) por alguns motivos: a castração reduz o risco de ter câncer de mama, durante o cio o sistema imunológico fica debilitado e as chances de contrair doenças aumentam, muitas meninas desenvolvem piometra (infecção uterina grave) e existem 78 milhões de animais carentes no Brasil em busca de um lar. Não sou contra quem quer ter um pet de determinada raça, contato que ele seja comprado de um canil de boa reputação, mas definitivamente apoio a adoção. Todos os meus cães foram adotados e sempre serão.

Os cães não precisam ter vida sexual ativa ou serem pais para sentirem-se felizes e realizados. Na verdade, eles precisam do seu amor, uma boa alimentação, uma cama quentinha, vacinas e atividades físicas regulares. A castração costuma acalmar os cães mais agitados. No caso das fêmeas, além de não sangrarem mais a cada 6 meses, o que é ótimo, podem ficar mais dóceis. Se engordam? A Ella não aumentou uma grama e isso pode ter acontecido porque tem uma vida dinâmica comigo. Apenas mantenha os exercícios físicos da sua cadelinha em dia e acompanhe com seu veterinário.

“Antes de serem domesticados, os cães e gatos viviam para sobreviver e perpetuar a sua espécie, mas após a domesticação esse propósito deixou de existir”, afirma a médica veterinária Natália Ardizon da Salute Animale. “Agora eles são membros da nossa família e a castração, na época certa, só tem benefícios para a saúde deles.”

Infelizmente, existe um submundo triste de criadores de cães sem escrúpulos, que são chamados de fábricas de filhotes. Neles os animais são enclausurados, as fêmeas postas para cruzar em todos os cios, sem respeitar uma pausa necessária entre eles, não são alimentadas corretamente e quando envelhecem, viram descarte.

O delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) do Paraná, conta que apreendeu 102 animais “em estado deplorável” em um canil no interior do Estado. O caso segue na Justiça.

É JORNALISTA, FOTÓGRAFA E AUTORA DO GUIA PET FRIENDLY

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