Trabalhar com pets
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Trabalhar com pets

Cris Berger

15 de fevereiro de 2021 | 03h00

O que eu, a Aline, a Estela e a Karol temos em comum? Trabalhamos com nossos pets. Sonho de 10 entre 10 pais de pets não ter que sair e ver aqueles olhinhos sedutores dizendo “por favor, me leva junto”.

Eu e a Ella (minha sócia pet na coluna) trabalhamos juntas todos os dias no coworking Spaces Berrini. Temos nossa sala, e ali todos nossos vizinhos a conhecem. Devido ao seu excelente comportamento, ela circula livremente pelo andar, ganha carinho e deixa o ambiente mais leve.

As vantagens de trabalhar ao lado dos pets são inúmeras, mas é preciso estar atenta aos horários deles. Foto Marina Dumont

Entretanto, trabalhar com um pet exige cuidados e seu temperamento deve ser considerado. Por exemplo, quando tenho uma videochamada ou live marcadas perto dos horários em que a Ella faz xixi e come, adianto os serviços para não deixá-la apertada ou com fome – e para executar minhas atividades sem preocupação. Em boa parte do tempo, ela cochila na sua cama do escritório. Seu jeito tranquilo ajuda a tê-la sempre comigo.

Em home office durante a pandemia, a analista de sistema Estela Rodrigues diz estar vivendo o que sempre sonhou: passar mais horas ao lado do labrador Toddy. Como em algum momento ela deixará o trabalho remoto, busca não mudar a rotina do seu cão para evitar que ele sofra no futuro. O único problema é quando as videochamadas se prolongam e ultrapassam o horário de comer do Toddy – que resmunga em protesto.

O golden Doge e a head de marketing Aline Prado vão juntos para o escritório do canal do YouTube 1Bilhão. O desafio começa ao chamar um carro por aplicativo. Por causa do tamanho e da quantidade de pelos do seu cão, muitos motoristas não querem transportá-lo, mesmo levando capa para proteger o banco. Isso sem falar da dificuldade que foi encontrar uma sala que aceitasse seu pet de 35 quilos. A raça do Doge é bem ativa – assim, Aline leva atrações para distraí-lo, como comedouro lento e brinquedos recheados. No meio do dia, uma descidinha para ele fazer as necessidades e ver o movimento da rua.

No caso da advogada Karol Cristina Rocha de Oliveira, a lhasa apso Ayla a acompanha ao escritório VLM toda sexta-feira, o “pet day”. “É uma experiência incrível. A Ayla participa desde o primeiro, quando foi feito o teste. Ela fica tranquila, mas é curiosa, gosta de passear no escritório. Trabalhar com ela representa respeito da instituição e dá tranquilidade saber que ela não está sozinha em casa.”

É JORNALISTA, FOTÓGRAFA E AUTORA DO GUIA PET FRIENDLY

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