Protocolo para sair (e voltar) com os pets
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Protocolo para sair (e voltar) com os pets

Cris Berger

10 de agosto de 2020 | 03h00

A capital paulista entra em uma nova fase: os bares e restaurantes ganham o horário estendido até as 22 horas. Eu e a Ella, minha sharpei e fiel companheira de todas as horas, estamos radiantes com a notícia. Que saudade de sair para jantar!

Inclusive, por aqui voltamos a trabalhar no nosso coworking. Eu pensei tanto antes de tomar essa decisão: como será pegar carros por aplicativos? Encontrar as pessoas nos corredores do escritório? Antes da covid-19, a Ella era a sensação do segundo andar do Spaces. Na verdade, do prédio inteiro. O mesmo vale para os restaurantes. Eu já estava acostumada em ser abordada e a Ella, acariciada.

Ritual diário para ‘descontaminar’ a Ella. Foto Cris Berger/Guia Pet Friendly

Bem, hora de respirar fundo e criar alguns protocolos de saúde e segurança. Vou começar de trás para frente, do final do meu dia para o começo. Quando chegamos em casa, passo álcool em gel nas minhas mãos, pego a Ella no colo e vamos direto para o chuveiro. Lavo suas patinhas com água e xampu para pets e também seu fuço (ela toma banho no corpo inteiro apenas uma vez por semana – não é recomendável que sejam mais vezes). Ponho um tapete no banheiro e a deixo em cima dele enquanto termino de tomar o meu banho. Depois coloco toda a minha roupa (e a dela, se for o caso) na máquina de lavar.

Etapa 2 dos cuidados com a Ella: seco bem suas patinhas com uma toalha, umedeço um paninho ou papel toalha com banho a seco e passo por todo o seu corpo, principalmente na cabeça, área em que as pessoas mais encostam a mão.

Por que todo este ritual? Por um simples motivo: as tais “mãozinhas”. Impossível uma pessoa não passar a mão em um cachorro fofo e tranquilo. O que eu vou fazer? Não deixar? Fazer todas as pessoas usarem álcool em gel antes de fazerem carinho na Ella? Acho cansativo… Então prefiro limpá-la no final das atividades do dia, pois uma mão contaminada pode carrear o vírus para o pelo dela.

Voltar, mesmo que parcialmente, às nossas vidas, exige ter o máximo de cuidados. No meu caso, o uso de máscara é constante, assim como a higienização das mãos.

Dentro dos carros por aplicativos, meu procedimento não mudou muito em relação ao passado: sigo esticando o colchonete da Ella no banco do carro. Agora, mantenho as janelas abertas o tempo todo.
Para a próxima coluna, farei uma listinha dos nossos locais preferidos que reabriram, ok? Não havia me dado conta de como eu estava com saudades do risoto de funghi do La Pasta Gialla Jardins, do piadina Tuna do Piadina Tree, do salmão do Varal 87 e da pizza de atum do Tutta. Aguardem minha lista completa e vamos celebrar o novo horário das 22 horas nas melhores companhias: dos nossos pets.

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