O envelhecer canino
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O envelhecer canino

Cris Berger

24 de maio de 2021 | 03h00

Eu sempre digo: nós, mães de pets, somos muito corajosas porque a cada 15 anos, mais ou menos, nos despedimos de um filho. Nos meus 48 anos tive quatro cachorros. Perdi a SRD Maravilha quando ela tinha sete anos por uma doença boba. O cocker Magnum, um grande amor e companheiro, viveu 15 anos e foi minha primeira experiência com o final de vida de um cão. Ele sofreu metástase de um câncer e eu tive que fazer uma das coisas mais difíceis que tenho lembrança: autorizar uma eutanásia. Depois de três meses, adotei outro cocker, o Cozumel. Ficamos juntos por mais 15 anos. Com o Cozu (na foto), vivi os momentos mais tristes e mais lindos da minha vida. Foram sete meses de tratamentos e dedicação. Lutei pela sua vida com amor, gastei minhas economias e agradeci cada minuto ao seu lado.

Ao lado de Cozumel: 15 anos de companheirismo e felicidade. Foto Arquivo Pessoal

Quando os cães envelhecem, precisamos reavaliar a rotina. Passeios, rações, idas ao veterinário: é importante investir na qualidade de vida deles. Sou radical com a alimentação da Ella, não dou nada minha comida (pelo bem dela), mas quando ela for velhinha farei concessões. Quem dá ração deve migrar para a sênior a partir dos 7 anos. No caso de alimentação natural, vale reavaliar os ingredientes e suplementação com o veterinário nutricionista.

Os passeios vão mudar, o ritmo será mais lento, ao gosto dele. Nada de deixá-lo para trás! Invista em um carrinho, há vários no mercado. Os check-ups devem ser realizados com mais frequência, a cada 3 ou 4 meses. Redobre os cuidados com piscinas e chãos escorregadios. Evite subidas e descidas das camas e sofás, coloque uma escadinha para ele.

“A vacina é importante ao longo de toda a vida do pet. Quando eles ficam velhinhos, tendem a sair menos. Por outro lado, frequentam mais os hospitais veterinários, onde há doenças. Portanto, ela deve ser aplicada também nos vovôs”, diz o médico veterinário Marcelo Quinzani, do hospital Pet Care.

Não é fácil cuidar de um cão velhinho. Eles podem trocar o dia pela noite, você sai no meio da noite para o hospital e tem uma lista gigante de remédios para administrar por dia. O que ganha? A noção de que 24 horas podem ser muito felizes, pois cada dia é um presente. Lembro de pegar o Cozumel no colo e nada no mundo ter importância a não ser aquele momento de profundo amor. No mais, aproveite o prazer de cuidar.

É JORNALISTA, FOTÓGRAFA E AUTORA DO GUIA PET FRIENDLY

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