Jazz com Ella
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Jazz com Ella

Cris Berger

21 de setembro de 2020 | 03h00

Ella Fitzgerald. Com sua voz aveludada, a cantora norte-americana (1917-1996) ganhou 14 Grammys ao longo de sua carreira – e também meu coração. E, sim, minha cachorrinha, que assina esta coluna ao meu lado, tem o nome da grande dama do jazz. E, há dois domingos,  eu e Ella fomos, juntas, ouvir uma jazz session.

Localizado no bairro de Pinheiros, o Heavy House tem a proposta de oferecer comidinhas e música de ótima qualidade. Ele fica em uma ruela, travessa da Pedroso de Moraes, com vários cantinhos charmosos e descolados. E, aos domingos, oferece o Jazz Sunday Classic, um projeto da Heavy (casa noturna) que antes da pandemia recebia 700 pessoas por noite. Agora, aos domingos, das 13 às 22 horas, diferentes trios de jazz são convidados para tocar.

Logo que cheguei, olhei de fora e sorri. Eu sentaria feliz em um dos lounges da entrada da casa, que ficam na varanda ao ar livre, mas quando fui informada que os pets são bem-vindos em todos os espaços, tive que fazer um tour.  Vá em qualquer condição climática: se chover, você senta dentro.

As mesas estão distantes, de acordo com o protocolo, todos usam máscaras, o cardápio é acessado pelo QR code e, apesar da música ser contagiante, não é permitido levantar e dançar. O negócio é ficar batendo o pezinho mesmo…

Escolhemos uma mesa na área externa, no corredor lateral da casa, de frente para a grande janela de onde vimos os músicos tocarem. O ventilador, preso na parede, deixou a temperatura ainda mais agradável e as caixinhas de som fizeram que a música fosse ouvida perfeitamente. Para completar, a Ella ganhou um pote de água.

Da cozinha do chef Bruno Linares saem bolinhos de arroz e de avocado com molho de pimenta e chutney de manga (R$ 22), arroz e lula (R$ 49), salada ceaser (R$ 28) e o bolo molhado de coco que tem o simpático nome de Toalha Felpuda (R$ 14). Todos provados e recomendados. O cardápio não é extenso, mas tem opções interessantes. Na carta, espere encontrar o clássico gin tônica (R$ 30) e o chileno pisco sour (R$ 50).

Antes de ir embora, entrei na casa para fotografar a Ella junto dos instrumentos. De repente, escuto o Beto Chuquer, DJ, “cachorreiro” e um dos donos da Heavy, perguntar: “Como é o nome dela?”. Olhei para ele, orgulhosa, e disse: “Ella Fitzgerald!”.  Cancelamos os planos de partir, sentamos perto da banda, acomodei a Ella em cima do seu colchonete e nos deixamos levar pelo som das cordas: era um contra baixo, dois violões e um violino a nos encantar. Sim, humanos e pets podem apreciar uma jazz session lado a lado.

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