Diplomacia canina: os cães dos estadistas
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Diplomacia canina: os cães dos estadistas

Cris Berger

16 de novembro de 2020 | 03h00

Na semana passada, o mundo falou do novo presidente dos Estados Unidos e de quem mais? Quem lembra? Seus cachorros! Sim, o tema foi: a Casa Branca voltará a ter pets. Trump não tinha. Fico tão feliz quando vejo os cachorros ganharem destaque nos principais veículos de comunicação.

Claro que eu precisava falar sobre a dupla de pastores alemães Champ e Major – este último adotado de um abrigo em 2018, por Joe Biden. Lembrando que antes deles, a White House teve como moradores os cães de água portuguesa Bo e Sunny de Obama.

Joe Biden e o cão Major. Foto Delaware Humane Association/AP

Basta dar um Google para descobrir outros estadistas com seus cães em aparições públicas. Na Inglaterra, os 30 corgis que a rainha Elizabeth II teve ao longo de 70 anos são quase tão tradicionais quanto a corte – e inspiraram a animação Corgi: Top Dog. Ainda pelo Velho Mundo, o fofíssimo boston terrier Lennu do presidente da Finlândia Sauli Niinisto rouba a cena e parece estar sorrindo.

Rainha Elizabeth e seus corgis. Foto Reuters

Há vezes que ele é fotografado no colo, outras que passeia com seu bicho de pelúcia na boca. Lennu parece à vontade, como se estar com o presidente em uma cerimônia oficial fizesse parte da sua rotina (e, de fato, faz). Sauli reage da mesma forma. Justo! Apoio e aplaudo de pé.

O presidente da Finlândia com Lennu. Foto Reuters

A Coreia do Sul tem um presidente ativista em prol da causa animal. Moon Jae-In possui três animais adotados: o pungsan Maru, o gato SRD Jjing-jung e o vira-latinha Tori, resgatado de uma fazenda de carne canina.

No Brasil, a família Bolsonaro adotou um cão que apareceu no Palácio da Alvorada. Semanas depois, o Zeus, chamado de Augusto pela família do presidente, foi identificado pelo seu primeiro tutor e voltou para casa.

Claro que citei esses adoráveis seres de quatro patas ao lado de importantes nomes da política mundial para lembrar o quanto faz bem a presença de um cachorro na vida da gente. Vai ver por isso no segundo andar do nosso coworking, o Spaces, o nome “Ella” é o mais escutado. De manhã até a tarde, são incontáveis Ella, Ella, Ella…. Todos querem um momento com a cachorrinha que tem como campanha mostrar que é possível viver o lado de um pet quando ele tem um comportamento diplomático. “Ella, quem sabe, ainda vamos visitar os novos moradores da Casa Branca?”

É JORNALISTA, FOTÓGRAFA E AUTORA DO GUIA PET FRIENDLY

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