Dicas para os tutores de primeira viagem
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Dicas para os tutores de primeira viagem

Cris Berger

01 de fevereiro de 2022 | 05h00

Recentemente, estive na pousada Pegada da Onça, no interior de São Paulo. Decidi ir no meio da semana justamente para descansar. Sei que nos fins de semana ela fica lotada, quando é impossível não interagir com os demais pais de pets, o que é uma delícia – afinal, sempre temos dicas para trocar e nada é mais agregador do que um cachorro.

Pois bem, chegamos em uma quarta-feira de calor intenso. Deixamos nossa mala no quarto, trocamos rapidamente de roupa e logo estávamos esticados na espreguiçadeira, tomando sol e mergulhando na piscina. A água, que vem da cachoeira, caia na piscina natural e o som nos fazia relaxar ainda mais. A Ella (minha sócia pet no blog e Guia Pet Friendly), que já tinha cheirado a grama e feito seus xixis, cochilava na sombra. Paz e tranquilidade geral! 

Ella relaxando na pousada Pegada da Onça. Foto: Cris Berger

De repente, latidos agudos e sem fim quebraram o cenário perfeito. Abri os olhos e vi três cães da raça spitz agitados, verbalizando sem cessar, a caminho da piscina. A tutora dos spitz sentou em uma cadeira e os cães seguiram com o mesmo comportamento. E assim foi durante todo o período que estiveram presentes. 

Eu a julguei em silêncio, confesso. Pensei: “é por isso que os locais não aceitam pets. Essa é a razão dos pets serem barrados na área da piscina. Pagamos pelos maus tutores, por quem não educa seus cães”.

Horas mais tarde, nos cruzamos, novamente, e entre um cumprimento e carinho nos cachorros, ela comentou: “é a primeira vez que viajo com eles”. Em segundos, senti empatia. Tive vergonha do quanto eu a havia julgado e quis tentar ajudá-la, pois do jeito que as coisas iam, provavelmente, não haveria uma segunda viagem. 

Meu primeiro conselho foi: eles precisam se acostumar. Afinal, são muitos cheiros e novidades. Quem sabe vocês dão um passeio pela pousada, ficam um pouco na piscina e depois eles descansam no quarto. Mais tarde, vocês repetem o circuito. Era uma forma de amenizar o incômodo dos latidos para outros hóspedes e também um jeito dos cães aos poucos aprenderem a socializar e se relacionar com tantos estímulos.

Voltei para São Paulo com este caso em mente e resolvi consultar a educadora canina Manu Moraes em busca de alguns conselhos. Então, se você é pai e mãe de pet literalmente de primeira viagem, leve em consideração as dicas dela, que há 19 anos faz mentoria online e ajuda a formar cães urbanos equilibrados. Desta forma, tutor, cães e demais hóspedes poderão ter hospedagens tranquilas e o mundo pet friendly seguirá em evolução. 

Mais de um cachorro

 No caso de ter mais de um cachorro e eles não serem socializados, evite levá-los juntos. Viaje individualmente com cada um, pois será uma oportunidade de dar atenção e  ajudá-lo a sentir-se à vontade. Além de evitar que fique “valente” ou protetivo por estar com o “irmão”.

Escolha dias mais calmos

Escolha os dias da semana que são mais calmos e evite os fins de semana, que costumam ser cheios e agitados com gatilhos para situações de estresse.

Faça testes

Observe como seu cão reage em um restaurante perto da sua casa, pois certamente irá repetir o mesmo comportamento longe de casa.

Trabalhe a reatividade

Trabalhe a reatividade (medo, ansiedade, agressividade) com um profissional, assim seu cão se sentirá confortável e não irá latir excessivamente quando avistar outros cães, pessoas e demais estímulos. 

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