Cuidados com o frio: como manter a saúde do seu pet
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Cuidados com o frio: como manter a saúde do seu pet

Cris Berger

02 de agosto de 2021 | 03h00

Esfriou, né? Um dos assuntos em alta nos últimos dias tem sido a queda das temperaturas. Por isso, hoje vamos falar sobre o inverno e os pets. Quais são os cuidados que devemos ter para que, acima de tudo, eles não adoeçam.

Ella bem agasalhada: cuidados para não adoecer. Foto Cris Berger/Guia Pet Friendly

Lembro do médico veterinário Luciano Pereira, cardiologista da Ellinha (minha sócia pet na coluna), dizendo: mantenha quente as patinhas da Ella, são pelas extremidades que entra a friagem. “Os tutores lembram de colocar a roupinha para proteção do tórax, mas esquecem que os cães andam no cimento da rua gelado”, explica Pereira. Sabem o que eu faço? Ao voltar de um passeio, esquento as patinhas da Ella com as minhas mãos, as enrolo em um cobertor ou esquento com o secador de cabelos.

Escolho os dias com sol, que são mais quentinhos, para dar banho na Ella. Antes de entrarmos no box do chuveiro juntas, já deixo as toalhas separadas e a estufa ligada. Ao acabar o banho com água morna, seco com duas toalhas e finalizo com secador de cabelo. O calor do sol nestes dias não é suficiente para secá-la, então, o secador se faz absolutamente necessário. Um cachorro com pelo úmido fica suscetível a resfriados.

Ah! Você não sabia que eles podem ficar gripados? Sim, podem. Inclusive, há vacina contra a gripe canina. “O ideal é vacinar no início do outono para o pico de proteção vacinal acontecer no momento mais crítico de exposição aos vírus respiratórios. Nunca é tarde para fazer a vacina, mas no ano seguinte planeje-se para que ela aconteça entre abril e maio”, aconselha Pereira.

Outro ponto de atenção é o clima seco. “A umidade do ar é muito importante para cães idosos e com doença respiratória. Nessa época do ano temos um queda acentuada com valores abaixo de 20% no fim da tarde – o ideal é de 55 a 60% – , o que leva a um ressecamento da via respiratória e piora do processo inflamatório brônquico pré existente”, alerta. Uso umidificador e, quando necessário, faço inalação na Ella.

E, claro, agasalhe seu pet. Porém, fique de olho se ele não tem a pele sensível. “Há animais com alergia a tecidos sintéticos. E, também, casos de a roupa esquentar demais, eles suarem, o corpo ficar úmido e acontecer uma infecção fúngica. Por isso, alterne momentos com e sem roupinha”, ensina a veterinária clínica geral Natália Ardizon.

É JORNALISTA, FOTÓGRAFA E AUTORA DO GUIA PET FRIENDLY

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