Cãocierges recebem hóspedes de quatro patas nos hotéis
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Cãocierges recebem hóspedes de quatro patas nos hotéis

Cris Berger

22 de março de 2021 | 03h00

Quando recebi a confirmação da minha reserva na pousada Rohsler, em Monte Verde, sorri. Na telinha do meu smartphone havia uma foto e um recado do cãocierge Mariano para a Ella (minha sócia pet na coluna) passando as informações a respeito da nossa estadia.

Mariano, um dachshund que esbanja simpatia, foi achado na serra de Monte Verde, caminhando na estrada. Depois de averiguar pelas redondezas que ele não tinha um lar, a empresária Márcia Rohsler o resgatou e levou para sua pousada – onde tem mais de 100 cães e gatos resgatados. Ele chegou a receber uma proposta de adoção, que não se concretizou. O tempo foi passando, e o cachorro acabou por conquistar o coração de todos (inclusive dos hóspedes) e ganhou o importante cargo de cãocirege. Aliás, uma tendência na hotelaria pet friendly.

Ella e o cãocierge Mariano. Foto Cris Berger/Guia Pet Friendly

No Guarujá, a SRD Hula cumpre com louvor a função na Moa Pousada. Dá as boas-vindas aos hóspedes de quatro patas com uma cheiradinha e o rabo abanando – ela até acompanhou a Ella no passeio de barco às praias de Camburi e Camburizinho.

Quando a designer Elaine Ianicelli comprou a casa onde a pousada Moa foi projetada, a cachorra fazia parte do pacote. O antigo proprietário disse que só venderia o imóvel para uma pessoa que adorasse cachorros e cuidasse bem dela. Hoje, a guarda da Hula é compartilhada entre a Elaine e seu antigo tutor.

Subindo as montanhas da Serra da Mantiqueira, o hotel Surya-Pan, em Campos do Jordão também tem seu cãocierge. Por aquelas bandas, o SRD Huguinho – que um dia apareceu do nada e ficou para sempre – é quem responde pela nobre função de recepcionar os hóspedes peludos.

O SRD Samba ainda não assumiu a função no Tivoli Mofarrej, localizado na capital paulista. Seu nome foi dado por causa da canção Não Deixe o Samba Morrer. Quando foi adotado pelo gerente geral João Corte Real, o vira-latinha estava passando por maus bocados.

Apesar de morar no hotel, olha com certo medo para os hóspedes da mesma espécie. Temos fé que, com algumas sessões de terapia canina, ele possa vir a fazer parte do quadro de funcionários. Eu e Ella estamos na torcida, Samba!

CRIS BERGER É FOTÓGRAFA, JORNALISTA E AUTORA DO GUIA PET FRIENDLY

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