Atenção à saúde dos gatos
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Atenção à saúde dos gatos

Cris Berger

19 de abril de 2021 | 03h00

Os cães vêm dos lobos. Os gatos, do gato selvagem africano. Isso explica muita coisa. Os cachorros foram domesticados bem antes: 100 mil anos versus 10 mil. Justamente por isso, o comportamento dos felinos é mais semelhante aos selvagens. Tirando o leão, os felinos são seres solitários e territoriais. Na natureza caçam sozinhos. Quando pequenos, são presas fáceis, por isso, não demonstram vulnerabilidade. A ideia de que gatos escondem as doenças vem da atitude reservada, na realidade, um mecanismo de defesa.

O gato Bartho estava com intoxicação grave, mas os sintomas eram leves. Foto Arquivo Pessoal

Então, imagina, o gato é colocado em uma caixa de transporte e levado a uma clínica veterinária. Diferentemente do cão, ele não vê essa mudança de ares como um potencial passeio. Ele tem de lidar de uma vez só com novos cheiros e outros animais. É muita informação para ser administrada pelos felinos, que só queriam ficar na paz do seu território.

Mesmo sabendo que não gostam de sair de casa, levá-los ao veterinário é necessário. No caso do Scottish Straight Bartholomeu da hoteleira Julia Takemoto, foi uma questão de vida ou morte. Intoxicado, possivelmente por produtos de limpeza, precisou de transfusão de sangue, antibióticos e de dois meses de acompanhamento médico. “O Bartho começou a comer menos e ficou apático. Nenhum sintoma era condizente com a gravidade do seu estado de saúde. Aprendi que é importante prestar atenção ao mínimo sinal e procurar um especialista em gatos”, diz Julia.

Ponha na lista de prioridades as vacinas antirrábica e tríplice. Caso seu gatinho não suba mais onde habitualmente ia, deixe de fazer a autolimpeza dos pelos, faça xixi ou cocô em lugares inusitados, mostre agressividade ao ser pego no colo, se afaste de você e fique seletivo para comer, marque uma consulta. Se possível, faça check-up anual, principalmente a partir dos sete anos. Medindo a pressão arterial e fazendo ultrassom e exames de sangue e urina, muito é descoberto sobre a sua saúde e doenças podem ser descobertas no começo e tratadas com mais facilidade.

A veterinária da Boehringer Karin Botteon aconselha: “Acostume seu gato desde filhote a entrar na caixa de transporte para ele estar familiarizado. Mantenha a vacinação em dia e não falhe nos vermífugos e antipulgas. Mesmo sem sair de casa, ele pode ter pulgas e carrapatos. Evite o acesso à rua, pois ele pode contrair doenças que não são protegidas pela vacinação e corre o risco de ser envenenado e atropelado. Claro, tele janelas e sacadas se morar em apartamento”.

É JORNALISTA, FOTÓGRAFA E AUTORA DO GUIA PET FRIENDLY

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