Vingança de ‘Revenge’ migra para os quadrinhos
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Vingança de ‘Revenge’ migra para os quadrinhos

Clarice Cardoso

02 de março de 2014 | 15h22

Clarice Cardoso

A ordem das coisas se inverte. Desta vez, um sucesso das telas será adaptado pela Marvel para uma história em quadrinhos. O escolhido é Revenge, exibida no País pelo canal Sony às quartas, às 21h, e também pela Globo. O título se chamará Revenge: The Secret Origin of Emily Thorne, escrito por Erica Schultz e pelos roteiristas do programa Ted Sullivan, Jesse Lasky e Wilson Pollock, com arte de Vincenzo Balzano e Dustin Nguyen.

Na história em estilo novelão, tudo começa quando Emily, vivida por Emily VanCamp, muda-se para os Hamptons e começa a se aproximar da família Grayson. Ela é na verdade Amanda Clarke, filha de um homem que foi preso injustamente, condenado à prisão perpétua e assassinado na cadeia por aqueles que armaram para ele. Adulta, tem sede de vingança e quer destruir cada um dos envolvidos no caso da prisão de seu pai. Mas, como o plano requer que se aproxime de seus alvos, ela começa a se envolver emocionalmente com aquelas pessoas e passa por algumas crises de identidade. O programa está atualmente em sua terceira temporada.

Nos quadrinhos, veremos a história anos antes de ela assumir a dupla identidade em meio à alta sociedade, quando, aos 19 anos, parte numa missão para a Suíça depois de treinar com seu sensei Takeda. “Vamos focar na mulher que você conheceu no piloto, começando pelo momento em que nada está em seu lugar, e ela tem que pensar rápido para se sair bem. Naquela época, ela não tinha a experiência que tem agora, então haverá mais erros e tropeços”, explicou o produtor-executivo do programa, Sunil Nayar, num evento para a imprensa norte-americana.

Ou seja, vai dar para ver de onde ela tirou a frieza que tem para tomar aquelas decisões que criam reviravoltas na vida de todos quando tudo parece que vai dar errado para ela. Será a chance para os fãs se aprofundarem na personagem e entenderem melhor, por exemplo, o motivo de ela simplesmente não ter matado todo mundo – o que já teria resolvido todos os seus problemas bem antes de todo o dramalhão (desnecessário) que inventou para si.

Revenge não é exatamente uma série que se destaque pela qualidade da interpretação do elenco, pelo roteiro elaborado e muito menos pela inventividade da proposta (se Amanda simplesmente matasse seus inimigos, por exemplo, a história se resolveria, se muito, em um curta-metragem. É claro que tudo evoluiu com o tempo a partir daí, mas é preciso assumir que essa é uma premissa frágil demais para segurar uma produção longeva). Digamos a verdade: Revenge é cheia de buracos. Mas rende um certo debate entre seus fãs, muito provavelmente pelo jeito exagerado, novelesco, que beira o inverossímil. Assim, tem audiência o suficiente para justificar a migração para outro formato e a criação de um outro produto. Se o público vai seguir e o sucesso se manterá, só o tempo dirá. Mas não deixa de ser um caso interessante.

 

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