Depois de matar boa ideia, querem ressuscitar ‘Heroes’ em minissérie
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Depois de matar boa ideia, querem ressuscitar ‘Heroes’ em minissérie

Clarice Cardoso

28 de fevereiro de 2014 | 11h16

Clarice Cardoso

Uma qualidade a ser aspirada na vida é a hora de saber terminar. Sempre chega o momento em que já deu, em que nada de bom vai sair daquela situação, tudo só se prolonga e o que se construiu vira a ruína do que um dia foi.

Na TV, o caso que melhor ilustra a ausência dessa qualidade é Heroes. Quando estreou em 2006, o programa virou febre entre os fãs de séries. Era uma espécie de X-Men da televisão: pessoas aleatórias em todo o mundo descobriam superpoderes especiais: um viajava no tempo, a outra se regenerava de qualquer ferida, mais um pintava o futuro, outro ainda lia a mente das pessoas.

Tudo fluiu bem na primeira temporada, com uma estética de quadrinhos e o mantra “Salve a cheerleader, salve o mundo”. Só se falava disso. A partir da segunda temporada a coisa ficou vergonhosa. A trama se arrastava, algumas partes não faziam sentido, personagens novos entravam e saíam da história sem acrescentar nada… Uma bagunça.

Finalmente, o bom senso falou mais alto e a série foi cancelada depois de quatro anos. Aparentemente não.

A NBC está pensando em ressuscitar a produção em formato de minissérie em 2015. Sob o nome Heroes: Reborn, os 13 episódios trariam um novo grupo de personagens – com a chance de trazer alguns dos antigos de vez em quando – em formato digital que depois migraria para a TV.

O que a NBC quer na verdade é tirar um pouco mais de dinheiro de um de seus títulos mais rentáveis da década passada, que foi bem na época que estava no ar lá fora e depois em vendas de TV. Se eu puder opinar, só digo uma coisa: Não salvem a cheerleader.

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