Verissimo brinca com antigo “vexame” na abertura da Flip

Estadão

04 de julho de 2012 | 20h57

Maria Fernanda Rodrigues

Luis Fernando Verissimo venceu a timidez para, mais uma vez, subir ao palco da Festa Literária Internacional de Paraty. Em 2008, de tão nervoso por dividir o espaço com o dramaturgo Tom Stoppard e por encarar uma plateia tão grande, tomou fôlego e disse: “É um grande prazer estar de volta à Clip”. Passou o resto do tempo torcendo para que ninguém tivesse reparado na gafe e os últimos quatro anos procurando uma desculpa para dar caso fosse convidado a voltar.

E na noite desta quarta-feira ele estava ali novamente, tímido, lembrando a história de sua estreia na festa e assumindo a responsabilidade de falar sobre a Flip, que este ano comemora o 10º aniversário. “Queriam alguém que falasse pouco e não atrasasse a festa e generosamente me deram a chance de redimir o vexame”, brincou o escritor e colunista do Caderno 2.

Em sua breve participação – ele logo cedeu a vez aos críticos Silviano Santiago e Antonio Cícero, que fizeram a conferência de abertura sobre Carlos Drummond de Andrade, Verissimo comentou que a Flip é uma “convergência de tipos e talentos” e uma reunião de “feras do pensamento em números emocionantes de acrobacia intelectual”. Disse também que a festa é espaço de celebração do livro e da leitura, e de celebração da permanência do livro.

 

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