Na cabeceira dos escritores

Estadão

08 de julho de 2012 | 19h33

Maria Fernanda Rodrigues

O catalão Enrique Vila-Matas não encontrou, desde que esteve pela primeira vez na Festa Literária Internacional de Paraty, há seis anos, poema de que gostasse mais do que o de Fernando Pessoa (Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra). Foi o texto que leu naquela ocasião, e foi o que ele leu hoje, na mesa Livro de cabeceira, que encerrou, com a presença de nove dos escritores que passaram os últimos dias em Paraty e de Liz Calder, a idealizadora, a 10.ª Festa Literária Internacional de Paraty.

A cubana Zoé Valdez, que conheceu Lygia Fandes Telles na França há alguns anos, leu trecho do conto ‘O moço do saxofone’. “Sua literatura é música e desejo contido”, disse. ‘Os mortos’, de James Joyce, “um dos melhores contos de língua inglesa”, foi o escolhido por Ian McEwan. O livro de cabeceira de Dany Laferrière é ‘Funes, o memorioso’, de Jorge Luis Borges, e o da portuguesa Dulce Maria Cardoso é ‘Os passos em volta’, de Herberto Hélder.

O espanhol Javier Cercas leu trecho de Dom Quixote. O colombiano Juan Gabriel Vásquez, de ‘O estaleiro’, de Juan Carlos Onetti. O libanês Amin Maalouf escolheu ‘O mundo que vi’, autobiografia de Stefan Zweig.

Luis Fernando Verissimo, que abriu a Flip na quarta-feira, foi quem fechou a programação desta edição. Ele leu ‘Imaginação’, de Millôr Fernandes.

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