Gullar & Crumb

Estadão

08 de agosto de 2010 | 13h16

O público da Flip acompanhou mesas bem distintas, no final do sábado. Na penúltima do dia, Ferreira Gullar encantou a plateia com histórias de sua vida (o início no Maranhão, o surgimento do neoconcretismo, o exílio e medo de morte), além de disparar frases que já se tornaram clássicas no Twitter, como “A arte existe porque a vida não basta”. Ele também reforçou sua profissão de fé ao dizer que a poesia é uma espécie de alquimia ao transformar a dor em alegria.

Em seguida, o palco foi ocupado pelos esperados Robert Crumb e Gilbert Shelton. Impossível não estremecer quando, logo em sua primeira intervenção, Crumb disse: “Não sei o que estou fazendo aqui. O que interessa é meu trabalho. Eu sou chato, sem graça”. Infelizmente, estava certo: o que se seguiu foram intervenções pouco interessantes tanto para os neófitos como (principalmente) para os fãs. Com exceção de alguns momentos engraçados, Crumb não sentiu vontade de mostrar porque é um quadrinista genial. Uma pena.

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