Ainda Isabel Allende

Estadão

06 de agosto de 2010 | 15h59

Isabel Allende. Foto: Tasso Marcelo/AE

Isabel Allende. Foto: Tasso Marcelo/AE


Como era esperado, a escritora chilena atraiu um grande público em sua mesa da Flip, na tarde de quarta-feira. Menos público, no entanto, acompanhou o debate de seu marido, William Gordon, na manhã desta sexta, na Casa de Cultura. Autor de O Anão (Record), romance policial, Gordon teve a companhia da mulher na mesa. Mas, como a presença da escritora não foi devidamente noticiada (na verdade, a própria Isabel pediu isso, para evitar que o marido ficasse em segundo plano), apenas a metade da capacidade do pequeno teatro estava garantida. Assim, os organizadores precisaram se esforçar para “encher”  a sala.

Na quarta, Isabel divertiu o público ao revelar detalhes de sua relação, como um humor mordaz, por vezes previamente ensaiado. Disse, por exemplo, que se casou com Willie porque precisava de um visto permanente para viver nos EUA. Brincou também com o sotaque do marido quando fala em espanhol (“Ele pensa que fala”) e que ambos se comunicam em spanenglish.

Como sua mãe continua viva, com quem mantém uma intensa troca de cartas, Isabel disse que não pode apimentar seus romances, pois sofreria um puxão de orelhas materno. Por fim, lembrou ter sido uma péssima jornalista, pois inventava muitas histórias. “Até Pablo Neruda, que entrevistei em seu final de vida, me considerava uma profissional sofrível”, diverte-se.

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