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Sean Penn vai a Cannes pelo Haiti

Flavia Guerra

18 de maio de 2012 | 16h11

 

Ator realizou coletiva de imprensa inédita no festival para promover ação humanitária no pais

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“Quem me conhece sabe que a palavra Humanidade nao se dão bem. A gente faz o que faz porque se vê em situações que nos levam a ser como somos.”

 

Flavia Guerra/ Cannes

 

Só mesmo Sean Penn para ir a Cannes, mobilizar imprensa e opinião pública, convocar uma coletiva de imprensa sem estar em filme algum no festival. Isso porque o ator, que foi presidente do júri em 2008, foi a Cannes para organizar uma festa beneficente, em prol das ações sociais que promove no Haiti. Haiti: A Carnival in Cannes ocorre na noite de hoje e deve arrecadar quantias vultosas dos convidados, que, como bem afirmou Penn em conversa com a imprensa hoje.

 

Penn foi lembrado que, alguns dias antes do terremoto no Haiti, em janeiro de 2010, ainda estava ajudando as vítimas do furacão Katrina, que assolou New Orleans em 2008. “ Sim. Esta era outra missão. E o Haiti é outra missão importantíssima. A gente faz o que pode pelas pessoas incríveis que são tão resistentes e vivem lá. A primeira vez que fui ao Haiti foi antes desta tragédia, em 2007. Os haitianos são as pessoas mais incríveis e de bom coração que já conheci. Acho que é muito importante que esta coletiva aconteça”, declarou o ator, que está a frente de diversas ações no país.

Penn contou com a companhia da top model Petra Nemcova e do diretor Paul Haggis para defender sua causa. Quando questionado quem faz que tipo de trabalho em suas respectivas ONGS, o ator foi categórico: “Não faz muita diferença explicar quem faz o que. O que importa é que esta é uma oportunidade única. A gente esta aqui porque um Festival de Cinema nunca é sobre política. Não só, claro. Você vai falar só de Madagascar, que, claro, as crianças vão amar, ou de união!?”

Penn, sempre direto em suas declarações, ainda completou:
“Assim como os EUA não se classificam como o país do 11 de setembro, o Haiti não se define como o país do terremoto ou da pobreza.
O que a gente tem feito, porque trabalhamos juntos, e é único, é que comunidade nenhuma é auxiliada só por médicos, professores etc. Estamos trabalhando juntos com o governo para criar empregos… Condições de trabalho. Só assim o país vai de fato mudar.”

Penn contou também que a iniciativa de realizar uma coletiva de imprensa inédita que, pela primeira vez na história do festival não foi atrelada a nenhum filme, começou com um telefonema do diretor artístico do festival, Thierry Frémaux. “Amo filmes. E filmes são grandes bálsamos, mas se você não fizer nada, a gente perde esta oportunidade. Então, Thierry nos ligou e perguntou o que poderia fazer. E eu disse que esta era a melhor forma de nos ajudar.”

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