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“Sabíamos que seria uma batalha dificílima”, diz Selton Mello sobre O Palhaço fora do Oscar

Flavia Guerra

21 de dezembro de 2012 | 21h29

 O Diretor e a produtora Vania Catani fizeram declarações a respeito da não inclusão do longa

entre os finalistas ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2013

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Paulo José e Selton Mello em cena do filme

Diante da exclusão do brasileiro O Palhaço entre os nove finalistas a uma vaga para disputar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2013, o diretor Selton Mello e a produtora Vânia Catani enviaram suas declarações. “O Palhaço’ é um filme iluminado e temos muito orgulho de sua bela trajetória. Mais de 40 prêmios ao longo de sua carreira, sucesso de público e crítica, portanto, trata-se de um trabalho bastante especial para cada membro da equipe que realizou este filme ao meu lado. Sabíamos que seria uma batalha dificílima na corrida pelo Oscar de filme estrangeiro, esta edição teve recorde de inscrições, somando 71 filmes para apenas cinco vagas”, comentou Selton, que com o longa assinou seu segundo longa (o primeiro é Feliz Natal, de 2008). E acrescentou: “Outros filmes muito importantes ficaram de fora da lista, como o potente italiano ‘Cesare deve Morire’ dos fabulosos Irmãos Taviani, ‘Pietá’, representante da Coréia do Sul e vencedor do prêmio de Melhor filme em Veneza, só pra citar dois de 62 que não avançaram. A campanha de nosso filme nos Estados Unidos foi inesquecível, causou grande encantamento por onde passou, gerou interesse do mercado internacional, abriu portas, em suma, foi uma grande experiência vivida. Apresentamos uma face terna de nosso cinema e isso saltou aos olhos da crítica e do público americano. Sou eternamente grato a quem nos apoiou, foi uma honra ter representado meu país com um filme impregnado de sonho humano. Obrigado ao mestre Paulo José, à produtora do filme Vania Catani, à toda minha equipe, e a todas as pessoas que torceram pela trupe do Circo Esperança. Seguimos firmes na estrada!”.

Já Vânia Catani, produtora de O Palhaço, que com Selton esteve em Los Angeles no início do mês realizando a campanha de divulgação do longa, declarou: “Ainda estou formulando minhas impressões sobre tudo o que vi e aprendi desde que nosso filme foi selecionado para representar o Brasil no Oscar. No momento só gostaria de agradecer ao Selton que tão lindamente defendeu nosso filme em cada encontro com o público e com a imprensa nos Estados Unidos. E também agradecer ao Governo Brasileiro que, como já faz anualmente, através do Ministério da Cultura/SAV, da Ancine, do Ministério das Relações Exteriores, Cinema do Brasil/Apex e Embratur, apoiou a campanha do filme nesta acirrada disputa.” Vânia, à frente da casa de produção Bananeira Filmes, continuou: “É indiscutível a visibilidade que o filme adquire uma vez que é selecionado para representar seu país. Saímos da disputa, mas temos sobre a mesa diversas propostas de distribuição do filme em alguns países, inclusive nos Estados Unidos. Seguimos com nossa trupe do Circo Esperança encantando quem esteja em frente a todas as telas que nos permitam exibir nosso filme”.

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