Put people first! Adote um banqueiro!
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Put people first! Adote um banqueiro!

Flavia Guerra

02 de abril de 2009 | 12h22

banksers

Londres

Enquanto os helicopteros acordavam já na madrugada os moradores da Carter House (que, caminhando, está próxima, muito próxima do centro nervoso, financeiro e agitado da capital inglesa, mais conhecido como Bank District), os bancos da Inglaterra já haviam declarado feriado bancário. Pelo menos nas agências do ‘bairro dos bancos’.
Um dia longe do trabalho… menos 150 mil libras no bolso. Certo? A julgar pelos ‘palhaços manifestantes’ que faziam ponto ontem em meio aos 4 mil ativistas que mobilizaram a cidade hoje, corretíssimo.
Então, diante da impossibilidade de se viver sem esta quantia módica por dia o que fazer: “Pedir esmolas, meu caro Watson”, ironizou o palhaço do capitalismo.
De ‘red nose’ (nariz vermelho) empinado, o ‘banqueiro’ foi às ruas para também protestar por sua fatia do bolo capitalista. “Não sou banco, mas, se gostar de mim, pode me arrendar também’, dizia o amigo… “Não precisa me usar com parcimônia”, brincava o outro.

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“Banqueiros ou masturbadores?”, pergunta o manifestante americano.

é… em tempos de crise, quem não chora, não mama. E o lendário English humor (o humor inglês) se faz mais que necessário.
Enquanto isso, o circo pega foto na cidade. E a leva dos que não andam mamando o suficiente nas tetas do capitalismo amanhã segue do Bank District para o Excel Center (bem ao leste, nas docas inglesas). Os G20 prometem ter boas idéias para salvar o mundo do colapso financeiro e calar a boca dos barulhentos ativistas, que tentam falar alto em terra em que ‘money talks’ (‘é o dinheiro quem fala’. e mais alto. Palavra do landlord para uma certa inquilina insistente no tal do ‘Put People First’).

E os helicópteros devem deixar as crianças paquistanesas, as vizinhas brasileiras e os pedreiros poloneses (que mesmo com a crise não pararam a construção de mais um condomínio do outro lado da rua) dormirem, jogarem bola e trabalharem sossegados. Ou quase.

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