Passeio pelo Parque Olímpico. Ou ‘Rio 2016 nos aguarda!’
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Passeio pelo Parque Olímpico. Ou ‘Rio 2016 nos aguarda!’

Flavia Guerra

04 de dezembro de 2009 | 14h58

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Vista do Estádio Olímpico na última terça: Parque Olímpico londrino começa a tomar forma

Londres

Faltam exatamente 966 dias para as Olimpíadas de Londres 2012. Estive passeando pelo canteiro de obras do Parque Olímpico nesta semana. Fui em função jornalística, representando a imprensa brasileira em um grupo no qual eu era a única latino-americana. E, confesso, virei uma espécie de porta-voz. Não pela minha relevância brasuca, mas porque todos queriam saber tudo que os brasileiros andam sentindo em ter pela frente a oportunidade e o desafio de provar que podem, sim, hospedar uma Olimpíada e criar uma Vila Olímpica que, mais que palco da festa, seja um legado para a população e, mais difícil, melhorar a cultura esportiva e o incentivo cotidiano ao esporte olímpico no país do futebol.
Confesso que procurei ser o mais entusiasta, e, ao mesmo tempo, menos deslumbrada, possível. Tendo em vista que temos 2014 antes para cuidar, esta década reserva muita lição de casa para nosso espírito de Policarpo Quaresma. Ma, enfim…

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Do alto da casa de forças do Parque Olímpico, um grande painel explica no que se transformará o hoje imenso canteira de obras

Os mais céticos que me perdoem, mas o deslumbre ainda é fundamental. Nunca havia estado em uma Vila Olímpica antes. E tenho de confessar que há algo de maior que provoca um arrepio na espinha quando se vê, e se ouve, a palavra Estádio Olímpico.
Chega a ser estranho que um jornalista, profissional da mídia, que não deve, a priori, deslumbrar-se com construções midiáticas de qualquer natureza e manter sempre um senso crítico apurado, sinta ainda tamanha emoção ao pensar que, além da abertura, da competição, das medalhas que ali serão ganhas e perdidas, um certo Brasil irá participar da cerimônia de encerramento e começar a abrir os trabalhos para Rio 2016.

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“Em dois anos, tudo isso se transformará em legado para a população inglesa”, garante o chefe executivo das obras do Olympic Park

Por ora, a Vila Olímpica é um imenso canteiro de obras. Por ora, o que se vê é pouco mais que o esqueleto do que vai se transformar em meca do esporte dentro de dois anos. Por ora, o leste londrino, uma das regiões mais pobres da cidade, ainda não sentiu a transformação que os jogos vão provocar em suas ruas de tijolinhos aparentes. Por ora… Daqui dois anos, o canteiro se transfere para o Rio. Espera-se! Espera-se também que logo logo a Vila Olímpica inglesa recebe muitas visitas oficias brasileiras. Até agora, segundo me disse David Higgins, chefe executivo do Olympic Park, nenhuma comissão brasileira entrou em contato com ele. “Mas queremos muito colaborar e trabalhar junto com os brasileiros. O Rio 2016 tem muito o que aprender com Londres 2012. Espero que recebamos uma visita logo de representantes do seu país”, disse-me Higgins. Eu também, caro Mr. Higgins, eu também.

Quem quiser conferir como andam as obras do Parque Olímpico Londrino, pode conferir:

http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,parque-olimpico-de-londres-comeca-a-ganha-vida-para-2012,475786,0.htm

ou

www.london2012.com

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