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“Mud é sobre o primeiro amor”, diz Matthew McConaughey

Flavia Guerra

26 de maio de 2012 | 13h54

Último concorrente à Palma de Ouro traz Matthew McConaughey e Reezse Winterspoon

mud

“Para mim este filme é sobre um garoto que procurar um amor que funcione na vida real. Ele vê os amores dando errado. O dele, o dos pais, o de Mud….  E por alguma razao a gente sempre se recupera e consegue se reconstruir de novo.” Assim o diretor Jeff Nichols (de O Abrigo) definiu seu mais novo filme, Mud, o último concorrente à Palma de Ouro a ser exibido em Cannes na manhã de sábado.

Filme que já nasce clássico por sua própria linguagem e tema, Mud conta a história de um garoto de 14 anos,  Ellis (Tye Sheridan, de A Árvore da Vida). Ele vivem em uma casa-barco no Rio Mississipi, onde navega com desenvoltura em companhia do melhor amigo Neck. Em uma das explorações, à procura de um barco encalhado em uma árvore, acaba conhecendo o enigmático Mud (Matthew McConaughey). Escondido na ilha que abriga o ‘barco da árvore’, Mud espera pela namorada Juniper (Reese Witherspoon). Por um motivo que os garotos desconhecem, Mud não pode ir à cidade nem para comprar comida e pede a ajuda deles para conseguir sobreviver e consertar o barco, que o levará ao México em companhia de Juniper, com quem deve se encontrar na ilha.

A partir deste encontro inesperado, tudo mudará na vida de Ellis, principalmente sua visão do amor. Para diretor e elenco, Mud é sobretudo um filme sobre a descoberta do amor. E também sobre as grandes frustrações que o amor não correspondido, ou o ‘que não deu certo’, traz. “Este filme nos faz lembrar do primeiro amor. E me faz lembrar da minha infância também. Cresci em um universo parecido com o da história. E claro que tive meu primeiro amor e minha primeira desilusão. Quando a gente ama pela primeira vez é impossível ser racional ou pragmático. Isso só se aprende com o tempo”,  comentou  Matthew, cuja performance no filme foi calorosamente aplaudida pela imprensa internacional.

Mud não é nem de longe um candidato à Palma. Por sua convencionalidade de linguagem (ainda que isso não interfira em sua qualidade cinematográfica) não seria normalmente incluído na competição de um festival como Cannes. Mas é fato que grandes produções americanas já conquistaram seu espaço na Croisette. s,

 

 

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