LUXO PARA TODOS
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LUXO PARA TODOS

Flavia Guerra

31 de março de 2013 | 12h23

“O meu segredo é saber me reinventar, seja criando alta-costura ou sapatos de plástico”, diz Karl Lagerfeld, um dos mais poderosos estilistas do mundo 

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O Kaiser da moda acaba de assinar uma linha de calçados em parceria com a brasileira Melissa

Flavia Guerra / NOVA YORK


“Adoro saber que Oscar Niemeyer trabalhou até os 104 anos. E fazendo um bom trabalho. Vou fazer a mesma coisa.” Assim Karl Lagerfeld definiu, aos 79 anos, seus planos para o próximo quarto de século, em entrevista ao Estado, em Nova York, na terça-feira.
A conversa ocorreu em uma suíte do Mercer, um dos mais badalados hotéis do SoHo. Para chegar até ali, o Kaiser, como o diretor criativo da Chanel desde 1982 é chamado no circuito fashion, percorreu pouco mais de um quarteirão, mas o assédio dos fãs foi tamanho que o percurso se tornou uma maratona. “Gosto de andar a pé, mas não o faço mais porque as pessoas tiram foto o tempo todo. Da Melissa até aqui foi um pesadelo”, comentou.
É notável a capacidade que este alemão de Hamburgo, que se mudou para Paris aos 14 anos, tem de ser reconhecido tanto pelos fashionistas quanto pela multidão. “Não entendo isso. Sou a pessoa mais desinteressante do mundo. Não bebo, não fumo, não dou escândalo. Não teria interesse em mim se fosse outra pessoa”, brincou ele, em um humor tipicamente ácido e fala ágil.

Ele pode não entender o motivo, mas sabe que suas palavras, e principalmente seus atos, são capazes de influenciar milhões. Na era do fast fashion, em que a noção de luxo muda tanto quanto as estações e coleções, ele se mostra não um Kaiser sentado em seu trono de imperador da moda, mas sim de observador atento do mundo.
“Gosto de olhar as pessoas. Quando andava por Paris, sempre que passava pelos subúrbios, onde há mais imigrantes estrangeiros e mais violência, era muito bem tratado e respeitado. Justamente as pessoas que em geral são menos consideradas pelos franceses. Talvez porque não sou francês e não os julgo. Não sou parte de nenhuma doutrina. Mas fico surpreso que eles me conheçam.”

 

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Croqui e modelo real da Melissa Glam + Karl Lagerfeld

Quem não é fashionista pode até não saber da importância de Lagerfeld, mas certamente foi afetado pelos movimentos que o Kaiser ajudou a promover na moda, como a revitalização e o rejuvenescimento da Chanel e a onda de colaborações de grandes nomes da alta-costura para linhas fast fashion. Em 2004, foi o primeiro a lançar uma coleção para a H&M, a segunda maior loja de roupas populares do mundo, abrindo seara para dezenas de outros nomes. “Não esperava que fosse ser tamanha revolução. Foi muito bom. Fez bem para minha imagem de forma inacreditável. Sempre quis que minhas peças fossem usadas pelo máximo de pessoas possível. E finalmente consegui”, declarou ele que, entre suas produções para a alta moda na Fendi (na qual é designer há 47 anos), na Chanel e na grife que leva o seu nome, desenha também móveis, carros, relógios e até interiores de hotéis. Sua mais nova criação são, aliás, sapatos de plástico.

A propósito, a Melissa foi seu ponto de partida até o Mercer, porque era lá que, na noite daquela terça-feira, Lagerfeld lançaria os primeiros quatro modelos de sapatos que criou para a marca brasileira de calçados de plástico. “Adorei trabalhar com este novo material. Não conhecia a técnica. É muito interessante. Sem contar que esta foi uma ótima forma de me aproximar do Brasil, que conheço muito pouco.”

 

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Cena da campanha da Melissa + Karl Lagerfeld. Na foto, o estilista e a top Cara Delevingne,
cujas fotos foram clicadas pelo próprio estilista.

 

A julgar pelo interesse do estilista, de fato ele quer se aproximar do País. E não só pelo fato de os brasileiros terem fama de gastadores e, portanto, estarem na mira de dez entre dez marcas de luxo internacionais, atualmente. Durante a conversa com o Estado, Lagerfeld encontrou tempo para perguntar sobre a violência no Brasil, sobre a presidente Dilma, se a população gosta dela, se ela trabalha em Brasília. Quis saber qual a parcela de brasileiros que ainda vivem na pobreza, apesar de achar que a economia do País vai melhor que a europeia. Comentou por fim que, quando questiona se o Brasil é de fato perigoso, e tem como resposta um genérico “depende – os brasileiros aprenderam a lidar com isso; você tem que saber se comportar”, ele rebate, bem-humorado: “Acha que não sei me comportar?”.
Pelas informações que anda coletando, vai se sair bem em sua próxima visita. E garantiu que não foi o medo da violência que o impediu de lançar a coleção de sapatos em terras nacionais. “Estava muito ocupado. Mas vou criar outras três coleções. Da próxima, quero ir”, disse ele, que também adoraria criar um vestido para Dilma. “Preciso saber do que ela gosta. Ela me parece um pouco grande. Parece também otimista e carismática, mais que Angela Merkel, que é mais fria e está sempre de cinza.”

 

Confira a entrevista na íntegra:

O MUNDO SEGUNDO LAGERFELD


“Moda é mudança. Expressão da alma de um momento.
Ainda que seja muito importante, não é arte. É
artesanato.”

Models_p.JPGChanel. Desfile de outono/inverno 2014 da grife criada por Coco e renovada por Lagerfeld

Sempre gostei de suas luvas. Você sempre as usa, seja inverno ou verão. E tem de vários modelos. Por que este apreço por elas?

Porque acho que elas são bacanas, divertidas. Tenho toneladas delas. Não as uso para esconder manchas na pele. Não as uso para aquecer a mão. Aliás, o couro não é quente. É um matéria que respira. Do contrário, nossos pés, que usam sapatos de couro, estariam sempre quentes também. Uso porque gosto. E quando alguém me pergunta: Por que você está usando luvas? Eu respondo: Por que você usa sapatos?
Faço parte de uma geração que cresceu usando sapatos de plástico, que eram um produto para a classe média. Só décadas depois de tornou um artigo fashion. Como é associar seu nome algo que não remete necessariamente à alta costura?
A Melissa se tornou fashion ao se reinventar, não? Pois esta é a melhor coisa que alguém pode fazer. Reinventar-se sempre. Hoje em dia temos sempre que reinventar a noção do que é nobre e do que não é.
Plástico não é tradicionalmente um material nobre.
Exato. Mas eles já haviam feito parcerias com nomes como Zara Hadid e Vivienne Westwood. Mas acho que é diferente no meu caso. Adorei trabalhar com o plástico. É algo que nunca tinha feito. E não conhecia a técnica de trabalhar com sapatos de plástico. Para mim foi muito interessante. Desenhar os modelos foi fácil. Difícil eram as questões técnicas que apareciam. Quando desenho para Karl Lagerfeld, Fendi, Chanel, por exemplo, penso no impacto do peso, na pisada, nos efeitos sobre o couro. Quando se trata de plástico, tudo muda.

Por falar em se reinvenção você é justamente famoso por sua capacidade de se reinventar sempre.
Claro! Eu preciso. E não tenho nenhuma relação com o Brasil. E achei que seria interessante fazer algo em parceria com os brasileiros.
É simbólica esta parceria, já que os brasileiros estão se reinventando agora. Nós não temos tradição e projeção mundial no universo da moda.
Mas vocês estão fazendo muito bem. Vocês têm que lutar pela posição que se alcançou com criatividade, criando coisas novas. A luta para ‘chegar lá’ é estimulante.

 

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Melissa Incense, um toque de humor com glamour

Você, cujo nome, está sempre ligado à ideia do luxo, não tem medo de associá-lo também ao popular. Sua marca, Karl Lagerfeld, por exemplo, unificou as linhas cara e a mais popular para criar um meio termo acessível. E este é um dos motivos pelos quais, em plena crise, sua loja em Paris Saint German está sempre cheia, não?
Eu gosto da ideia de criar ou o ‘mais caro’ ou o ‘menos caro’, mas jamais o ‘barato’. Pessoas são baratas, mas a moda tem que ser acessível. Eu sou muito bom na alta costura, mas isso não significa que não possa fazer o oposto.

Sem contar que nem sempre o mais caro é melhor ou mais fashion. Às vezes produtos caríssimos podem ser de qualidade duvidosa.
Exato. O fato de algo ser menos caro hoje não significa que não seja fashion. Pelo contrário. Esta noção de que para estar na moda é preciso comprar coisas caras é antiga. É outra era. O mesmo já acontece com o design. Há móveis simples e a preços populares que são super fashion.
Você acha que a nossa ideia do que é fashion e do que é a moda mudou?
Totalmente. A ideia de moda hoje é completamente diferente do que era há dez anos. Mas os clientes e o mundo também mudaram. E isso é bom. As coisas não podem ser as mesmas sempre. Cristalizar não é uma atitude saudável. Um país que se apega demais a seu passado não tem futuro.
Você foi o primeiro dos grandes nomes da moda a criar para a H&M e causou uma revolução na forma com que a fast fashion se relaciona com a alta moda.
Sim, mas não esperava que fosse ser tamanha revolução. Foi muito bom para mim, que fez bem para minha imagem de forma inacreditável.
Mudou sua ideia do que é a moda? Afinal até então você estava fechado no universo do luxo.
Completamente. Sempre quis isso para a minha própria marca (Karl Lagerfeld). Se eu quisesse, como muita gente do meu meio quer, ser como a Fendi ou a Chanel, teria de gastar bilhões para isso. Além disso, sempre quis que minhas criações fossem usadas pelo máximo de pessoas possível. E finalmente consegui isso.

Mas em geral estilistas querem o contrário, querem ter seu nome associado a algo raro e exclusivo.
Exato. Mas ser um estilista que faz coleções mais populares ainda assim é um estilista. É o mesmo trabalho no final das contas. E não é porque é mais popular que tem de ser mal feito, sem graça ou feias. Isso é uma ideia ultrapassada.

No Brasil ainda há a ideia de algo para ser fashion tem de ser necessariamente caro.

Isso é passado. Não há razão para se gastar fortunas e nem para se vestir mal se você não tem muito dinheiro. É preciso que haja opções.

Ao mesmo tempo, a alta costura não está morta.
Pelo contrário. A alta costura nunca esteve tão bem. Mas este é um outro mundo. Não se pode comparar. Ainda que as mulheres que compram alta costura também comprar camisetas e jeans. Já o contrário não ocorre.

Você tem o mesmo prazer em criar para a Chanel, Fendi, sua própria marca e outras marcas mais populares?
Nunca comparo. Gosto de tudo. Adoro criar o luxo, mas também adoro criar produtos acessíveis. É estimulante e me faz feliz poder criar para diferentes públicos. Gosto de ter esta liberdade. Poderia ter ficado muito isolado se ficasse restrito ao mercado de luxo.
E você se renova assim.
Sim. O único jeito de sobreviver é se renovar sempre. A mente tem que estar sempre atualizada. É preciso ser oportunista, mas não há nada de mal nisso.

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Em defesa da união civil gay Para a passarela da Chanel em janeiro, levou um casal de noivas

Para você, sobre o que é a moda?
Moda é mudança, sobre o que as pessoas usam e sobre o que expressa a alma do momento.

Você gosta de andar na rua?
Não ando muito porque as pessoas tiram foto o tempo todo. E se torna um pesadelo. Da loja da Melissa até aqui, que são dois quarteirões, foi um pesadelo.
Por que estilistas se tornaram estrelas pop? E você é talvez o maior, sua fama ultrapassa o universo fashion.
Não entendo isso. Sou a pessoa mais desinteressante do mundo. Não bebo, não fumo, não faço escândalos. Fico lisonjeado de saber que as pessoas se interessam por mim porque eu não teria interesse em mim se fosse outra pessoa.
Você já comentou que, por ter crescido em uma cidade portuária (Hamburgo, na Alemanha), sua mãe dizia que o porto era só o começo do mundo, para estar sempre aberto.
Sim. E segui seu conselho. Quando comecei na Chanel, por exemplo, me diziam: ‘Não toque nisso. Está morto. Que todos tinham tentando reviver a marca até então e não haviam conseguido.’
E o que mantém hoje a Chanel viva?
Não sei. Não há uma receita. É meu trabalho. E é sobre improvisar. Não há o que explicar. Escuto minha voz interior. E isso é tudo.
Moda é arte ou artesanato?
Artesanato. Ainda que seja muito importante, moda não é arte. E admiro as pessoas que têm paciência para costurar. Eu não tenho. Para mim é fácil ter ideias, mas alguém tem de executá-las. Alguns vestidos da alta costura levam até três mil horas para serem feitos. Já eu, os imagino, desenho… É fácil. Mas o trabalho que está por trás chega a me assustar quando penso nele.
Você sabe costurar?
Sim, mas não costuro mais. Ainda assim, entendo muito. Posso explicar qualquer problema técnico que um vestido tenha. É importante. Para que um designer se considere alguém sério, deve saber de costura. De outra forma, como é possível explicar o que está errado e encontrar uma solução. Sou muito bom em encontrar soluções.
É importante. Especialmente nos dias de hoje, em que a moda é comandada por grandes corporações.
Exatamente. Sou a pessoa certa para o trabalho que estou fazendo. Trabalho duro e não crio problemas. Não sou um drama queen.

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O estilista e Cara Delenvigne durante o lançamento da coleção na Melissa de Nova York

Vê com olhos positivos esta nova era da moda?
É uma nova forma de se fazer e consumir o fashion. E moda é sobre mudança. E muda rápido. As pessoas têm que mudar e se adaptar. Quem para é ultrapassado. Não temos o privilégio de querer que o tempo se adapte a nossos gostos. É implacável. Somos nós que temos de nos de adaptar. Caso contrário, seremos esquecidos.
O que é elegância para você hoje?
O conceito de elegância mudou muito. A noção de elegância tem de ser reinventada. Os antigos standards não são mais válidos hoje. Ninguém quer ser elegante do jeito que era no passado. Hoje elegância é se sentir bem com o que você está vestindo. Se o que você veste tem a ver com você, seu estilo e seu espírito, está perfeito. Não é se vestir para ser aceito por um grupo. Isso é démodé. Ninguém liga mais pra isso. Todos os standards são de outra era. A elegância não desapareceu. Só tomou outro aspecto.
Países como o Brasil, um mercado em emergência, precisam adquirir mais cultura de moda?
Sim, mas as revistas de moda existem para isso. Me disseram que as mulheres adoram Chanel em São Paulo, que a cidade tem muito dinheiro. O Brasil é um país que tem muitos ricos e muitos pobres, não?
Você disse que, a exemplo de Niemeyer, quer morrer trabalhando. Como faz para manter um olhar curioso sobre o mundo?
Tenho que ter. Contanto que se continue interessado, que não se pense que o mundo deixou de ser interessante, é possível continuar. Eu vivo cada dia de uma vez. Não faço planos. Me adapto às circunstâncias. Quando se pensa demais no futuro, perde-se energia. Minha mãe dizia que se pode mentir para todos, mas não se pode mentir para si mesmo. Se você é honesto consigo mesmo, e acredita em você, a vida segue.
Você é do tipo que diz as verdades para as pessoas, que até assusta um pouco pela sinceridade, não?
Sim. Mas é assim que sou. Não tenho medo de nada. E tudo bem.

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Você tem realmente  300 ipods?
Tenho. Mas nunca coloco muita coisa em um único. E como preciso fazer muitas pesquisas para os desfiles, descobrir novas canções, preciso de muito espaço para guardar. Boa parte do meu trabalho é estar bem informado.

Você gosta de criar os desfiles?

Claro! Tenho um problema. O que não é feito por mim não me interessa. Do set list à coleção, faço tudo. Não sou do tipo de diretor artístico que contrata gente para fazer tudo. Sentar e ver tudo pronto não me interessa. Eu só me interesso pelo que estou fazendo.

Não acha que as pessoas estão gastando demais, tanto com moda quanto com tecnologia, e por vezes comprando o que não precisam?

Acho. E também acho que não se deve comprar o que não se precisa. Mas ficar sentado no dinheiro também não é bom. É preciso gastar para que as coisas se movimentem. Detesto gente sovina. Não há nada pior.

E sua ida ao Brasil? Algum plano para ir ao País em breve?
Vou criar uma próxima coleção para a Melissa. Pena que desta vez não fui ao Brasil. Estava muito ocupado. Quem sabe da próxima vez eu vá.

Desde criança você queria ser estilista?
Sempre quis ser diferente. Nunca quis ser ‘como todos’. Quando era criança na Alemanha, acha a escola chata. Sempre desinteressantes. A única coisa que eu poderia me tornar lá era professor de desenho. E minha mãe me disse: “Você tem que ir embora daqui. Não fiquei grávida por nove meses para isso.” E ela tinha razão.

 

Neste fim de semana, ocorreu mais um protesto contra o casamento gay em Paris. Qual sua opinião sobre isso?
Muito simples. A sociedade moderna é assim e temos de aceitar isso. Não podemos viver com os conceitos de outra era. Casais gays, com ou sem filhos, têm de ter os mesmos direitos civis que os outros. O estado tem de ser laico. Se quiserem se casar na igreja católica, protestante, na mesquita, na sinagoga, aí é outra história. Mas legalmente eles têm de ser protegidos. É muito egoísta da parte dos casais que se dizem normais não pensar nos direitos dos outros. Isso não é muito cristão, aliás. A propósito, não sou religioso. Meus pais me deram a escolha. E eu escolhi não ser nada. As pessoas dizem que ajuda ter uma religião. Mas é assim que sou.

Você criaria algo para a presidente Dilma?

Claro, mas preciso saber do que ela gosta. Ela me parece um pouco grande. Mas parece também uma pessoa otimista e carismática, mais que Angelass Merkel, que é mais fria e está sempre de cinza.
E Michelle Obama? Ela sempre usa criações de estilistas americanos.
Elá é uma linda mulher, mas não gosto da franjinha que ela está usando agora. Faz com que ela pareça uma adolescente. Acho ótimo que ela apoie a moda americana. É uma indústria como qualquer outra. E emprega muita gente. Só que as pessoas têm muito preconceito ainda contra a moda. A França é famosa pela moda, vinhos, champanhe, perfume, joias.E muita gente pensa que isso é superficial. Mas moda é importante. Afinal, do contrário, as pessoas sairiam peladas de manhã.

Como mudar a mentalidade em relação à moda?
O tempo mudará. Não ocorre da noite para o dia. Esta mentalidade de que moda não é importante é típica de países em desenvolvimento. Há o aspecto ‘macho’. Aliás, odeio esta ‘cultura do macho’, machista. Isso só ainda ocorre porque muitos homens têm medo de que as mulheres sejam mais inteligentes do que eles. E elas são.

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