Londres: A Real State Odissey
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Londres: A Real State Odissey

Flavia Guerra

25 de março de 2009 | 19h07

Após tenebrosos dias de muita peleja imobiliária (real estate= algo como imóvel, propriedade, pedacinho de chão, ou de ar…), este blog ressurge dos calabouços dos porões mofados da capital inglesa para narrar, em primeira pessoa, mas sem arroubos de auto-promoção, as aventuras de se alugar uma casa em Londres.

Vamos lá. E desta vez, como manda a lei universal dos blogs, vamos tentar posts mais curtos e mais frequentes.

A começar, minha nova casa, cuja foto aqui segue:

vvv

Esquina da Carter House. My new home, bitter-sweet, home.

Um council building (algo como a Cohab, o Cingapura daqui) de tijolinhos expostos (não há nada arquitetonicamente mais britânico que os ‘red bricks’, não é mesmo?). Na esquina, e na divisa, de Banglacity com Spitalfields Market. Seria como morar na esquina da Praça Benedito Calixto, no coração da Vila Madalena quando era ‘desabrochou’, com um possível bairro paquistanês, indiano, judeu, japonês, italiano, chinês, coreano…. A chamada modernidade fashion dos londrinos trendy (descolados, na moda, cool) convivendo harmoniosamente (ou quase) com a tradição paquistanesa que até hoje rege as cabeças que caminham à mostra e sob os véus.

‘Proibido Jogar Bola’ está escrito na parede da Carter House (como a cohabezinha é chamada). Está lá escrito. Em bom inglês e bom paquistanês (suponho que seja bom, uma vez que ainda não consigo distinguir a diferença entre os dois alfabetos – o indiano e o paquistanês- mas já consigo distinguir de longe, e de perto, a diferença entre os dois grupos de imigrantes tão presentes em Londres). Mas que nada. No sábado à tarde, o que se vê (graças!) são as crianças batendo um bolão, acertando as janelas com o mesmo bolão e rondando o prédio de bicicleta. Tudo isso a cinco minutos a pé de Liverpool Street Station, uma das mais movimentadas (e belas) estações de trem da Inglaterra.

Mas, pode-se perguntar, o que a minha odisséia imobiliária tem de relevante jornalisticamente para estar aqui narrada? A minha, pessoal, talvez não muito. A minha, como um dos exemplos de como funciona o mercado imobiliário em meio à crise mundial que corrói cada um dos canos (já em sua maioria muito enferrujados) dos imóveis e, consequentemente, da economia inglesa, e, consequentemente, mundial, muito.

É sobre esta indústria imobiliária macro, e também micro, que este blog versará nos próximos posts.

To be continued… Continua amanhã

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