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Kyle Minogue estreia no cinema e na Croisette

Flavia Guerra

23 de maio de 2012 | 17h46

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Cantora é um dos destaques do ousado Holy Motors, que concorre à Palma de Ouro

 

Flavia Guerra/Cannes

Kyle Minogue está vivendo um sonho. ““É como um sonho para mim estar aqui e fazer parte desta família de cinema”, declarou a cantora australiana durante a coletiva de imprensa de Holy Motors na manhã desta quarta-feira. Tudo porque estrela o filme dirigido pelo Frances Leos Carax, que concorre à Palma de Ouro em Cannes.

 

Ousado, poético e surreal, Holy Motors se revela um dos filmes mais arrojados em uma seleção que vinha morna até então. O filme, com cujo argumento o diretor sonhou, retrata a  história do senhor Oscar, que consegue viver várias vidas. Pode se tornar desde um pai de família até um ser monstruoso, passando pelo chefe de uma indústria e assassino em outra. Céline, uma loira que dirige seu carro por Paris entre uma execução e outra, é sua fiel escudeira. No elenco, também estão Denis Lavant e Edith Scob e Eva Mendes (que não veio ao festival).

 

É  de fato inesperado ver Kyle em um filme que disputa a Palma de Ouro, mas o fato é que a cantora iniciou sua carreira como atriz e diz agora estar retomando esta sua faceta. “Claro que foi amedrontador. Mas fiquei tão animada de participar desta estranha, e incrível, experiência. Foi ótimo voltar ao set. Basicamente eu abandonei toda minha equipe e meu trabalho para deixar de ser Kyle e me tornar a personagem.”

 

Quando questionado sobre o que é o filme, diante de argumento e narrativa tão surreal, o diretor não soube responder. E Kyle ajudou: “Eu não vi o filme ainda, mas posso dizer que pela minha experiência no set é sobre como a gente se representa no mundo em momentos diferentes. É algo mais profundo no filme, claro, mas acho que para começar está é uma boa resposta.”

 

Para a cantora, realizar o filme foi uma experiência tranqüila e agradável: “Menos é mais. O Carax é um diretor econômico que não quis me encher muito com palavras. Mas sim me deixar o mais livre possível para trabalhar. Ele ‘fala’ mais por mensagens de texto. E até hoje trocamos muitas.”

 

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