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Hoje Eu Quero Voltar Sozinho recebe prêmio Teddy Award em Berlim

Flavia Guerra

15 de fevereiro de 2014 | 19h18

Longa de Daniel Ribeiro também levou o prêmio da crítica internacional da Berlinale 2014

 

Flavia Guerra

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho acaba de levar o prêmio de melhor filme do Teddy Award do Festival de Berlim. Um dos mais destacados prêmios paralelos à competição oficial, o Teddy é oferecido aos curtas e longas metragens de todas as seções da Berlinale que tratem de temas relacionados à diversidade e à liberdade sexual. “É uma felicidade enorme ganhar um prêmio logo no primeiro festival de que o filme participa, ainda mais um prêmio dos críticos. Concorrendo com outros 50 filmes, eu nunca imaginei que fôssemos ganhar”, declarou o diretor Daniel Ribeiro, que está em Berlim acompanhado do elenco principal do filme e da produtora Diana Almeida. Em 2008, Ribeiro já havia levado o Urso de Cristal de melhor curta-metragem da seção Generation com Café com Leite. Na sexta. o longa de estreia de Ribeiro já havia sido eleito o Melhor Filme da Seção Panorama pela Federação Internacional dos críticos de cinema (FIPRESCI). Ainda inédito no Brasil, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho integrou a mostra Panorama, a segunda mais importante da Berlinale, fez sua pré-estreia mundial nesta semana, foi bem recebido pela crítica e pelo público do festival. O longa conta a história Leo (Ghilherme Lobo), um garoto como todos os outros de sua idade, que leva uma vida normal e não desgruda de sua melhor amiga Giovana (Tess Amorim). Tudo vai bem até que Gabriel (Fabio Audi), um novo estudante, entra para a escola, desequilibra a amizade entre os dois e provoca em Leo sensações que ele nunca havia experimentado. Além de ter de aprender a lidar com o que sente por Gabriel, Leo também começa a querer lidar com o mundo de uma nova forma. Ele, que é cego, já não quer mais ser levado pelo braço para casa, quer viajar, ficar sozinho, beijar, beber. “A cegueira dele não é um problema. Mas uma condição para falar da descoberta da sexualidade. Ela vem de dentro ou de fora?”, questiona Ribeiro. “Apesar de haver um milhão de formas de nos conectarmos com o mundo, a visão está sempre muito atrelada ao desejo. O que acontece quando se tira este sentido? A gente nasce assim? “, completa Ribeiro, que já havia tratado do tema em seu segundo curta, Eu Não Quero Voltar Sozinho (2010), que dá origem ao longa. “O curta nasceu como experiência para Hoje Eu Quero, como forma de ter um portfólio para conseguir meios para filmar o longa”, conta o jovem diretor de 32 anos.

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