Em Londres, ‘do the Brazilian’
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Em Londres, ‘do the Brazilian’

Flavia Guerra

06 de outubro de 2008 | 20h23

bbn

Enquanto as ações, a chuva fina, e a temperatura despencam em Londres, o Brasil ainda especula como, quando e quanto vai sofrer com a tal da ‘crise mundial’.

Mas, se em terra Brasilis os efeitos são, por ora, sentidos no vai-e-vem da bolsa e da balança cambial, na terra Britania o tamanho do estrago já anda ameaçando o aconchego dos lares ingleses. Não se admire se o índice de brigas e separações por incompatibilidade de gênios (e de carteira de investimentos) aumentar nos próximos anos. Casais, amigos de bar, vizinhos e ‘colegas de banco de ponto de ônibus’ têm tido muito assunto além de falar do tempo na capital londrina. “Será que vai chover hoje? E a bolsa? Viu? Caiu de novo! Pelo menos os Blues venceram ontem”, dizia um moderninho morador do Barbican para o amigo no caminho do trabalho. Enquanto os Blues (mais conhecido como o Chelsea, comandado pelo Big Phil, o ‘nosso’ Felipão Scolari) ganhar, ainda há esperança para uma ‘working class’ que, em vez de realizar ‘O Sonho da Casa Própria’, está mais interessada em não perder sua vaguinha nos ‘Concil Buidings’ (a Cohab inglesa).

Mas, muito além das preocupações dos analistas, investidores e especuladores, há uma classe imensa de ingleses (de fato, inglesas) que anda sofrendo com a tal da ‘globalização das economias, culturas, hábitos e costumes’ do mundo pós-moderno.

Provas? Confira em

The Brazilian W…. confira: http://uk.youtube.com/watch?v=kKRKo113xwA

Mais provas? Abaixo:

Deu no The London Paper! Ao lado das análises, do noticiário esportivo e das fofocas que jamais podem faltar nos grandes tablóides britânicos, faça chuva, sol ou boa economia, uma leitora preocupada perguntava para a ‘ouvidoria geral’ do periódico:

“Cara Dr. Anjlee, outro dia “I went for a Brazilian”. Tudo parecia bem durante e logo depois. Mas no dia seguinte acordei com uma alergia estranha no local. É possível pegar alguma doença com ‘a Brazilian’?

A especialista acalmou a leitora preocupada:

“A priori, a Brazilian, quando feita segundo as regras de higiene, é inofensiva. A alta temperatura do procedimento mata quaisquer bactérias que existam no material utilizado. Pode ficar tranqüila. Faça sempre a Brazilian sem medo.”

Ufa! O mundo despenca, o risco Europa, EUA e afins atingem níveis alarmantes, mas o risco Brasil ainda é nulo. Pelo menos, para a especilista do London Paper.

A propósito, “go for a Brazilian’ é o jeitinho inglês para dizer “Fiz uma Brazilian Wax”. Nada mais que uma inofensiva, e revolucionária (segundo celebridades fãs da técnica, como Gwyneth Paltrow) depilação de não deixar pêlo sobre pêlo. ou quase…

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