De como Avatar é um marco. E de como um blog é um blog!
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De como Avatar é um marco. E de como um blog é um blog!

Flavia Guerra

16 de dezembro de 2009 | 15h30

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Equipe de Avatar em entrevista coletiva para a imprensa mundial na capital inglesa

Londres

Caros leitores,

Interessante observar o quanto não se pode agradar jamais a gregos e troianos. Toda vez que escrevo um post mais pretensioso e sério, alguém me diz que meu blog deveria ser mais leve e descontraído e falar mais das trivialidades de Londres. Isso porque, segundo quem geralmente me diz isso, os detalhes do dia-a-dia muitas vezes contam mais sobre uma cidade que questões muito edificantes.
No entanto, toda vez que tento postar algo mais leve, trivial, fútil e bobo, alguém (desta vez foram muitos ‘alguéns’, aliás) vem me dizer (para não usar outros verbos mais pesados) que eu devia gastar meu raro espaço com temas mais edificantes, sérios que realmente revelam o que há por trás das trivialidades de uma cidade como Londres.
Bom, diante do impasse dicotômico, eu concluo que devo continuar a escrever sobre o que bem entender. Isso porque o que entendo é que este blog não é só meu. Como sempre digo, o que mais gosto ao ter um blog é da relação orgânica e direta que posso ter com meus leitores. Por isso, quando entendo que devo postar algo leve, sei que alguém vai ouvir e ter algo construtivo a dizer. E quando entendo que devo postar algo mais sério, informativo etc, alguém também terá algo construtivo a dizer. Seja negativo. Seja positivo. Nunca, jamais, deixei de postar nenhum comentário negativo em relação a meus posts. E nem vou deixar. Este espaço não é meu palanque de massagem no ego. É um canal aberto.

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Sigourney Weaver e James Cameron tentam explicar o que faz de Avatar um fenômeno mesmo antes de chegar aos cinemas

Para concluir, leitores que pedem algo mais ‘profundo, informativo, jornalístico etc’, entendo. Só deixo claro que um blog é um blog. E posts não são matérias, nem artigos, nem teses de mestrado. Posts são posts. Um híbrido de tudo isso. Um comentário, consideração, ponto de vista… E assim o devem ser. Quem ainda não entendeu a que vêm os blogs tem de começar a se acostumar com este novo veículo.
Quem prefere ler minhas matérias, artigos, mais sérios, mais bem apurados, mais informativos, leia o que publico no Estadão.

A matéria, completa, informativa, séria etc, sobre Avatar segue aqui:
estadao.com.br/estadaodehoje/20091216/not_imp482618,0.php

E, para quem quer saber o que acho do filme, Avatar é um marco. Antes mesmo de chegar aos cinemas (estréia só amanhã em Londres e na sexta, no Brasil) já provoca filas até mesmo na internet. Pode não ser uma obra-prima de Andrey Tarkovsky, nem um Ridley Scott, muito menos um Antonioni, um Fellini, mas dentro do gênero a que pertence (o de aventura, ficção científica, cinemão blockbuster para encher os olhos), Avatar faz história. Quem for assistir, se puder, veja em 3D. Como bem prova James Cameron, o futuro do cinema é azul.

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PS: Já Shelock Holmes, que assisti no domingo, não recebeu comentários tão acalorados da crítica. É interessante observar como Guy Ritchie empresta o frescor e a ação do cinema norte-americano a um clássico tão inglês. Mas falta a atmosfera meio que emborolada (no melhor dos sentidos) da Londres vitoriana ao filme.
Futuros comentários virão. Por ora, cena da entrevista coletiva que ocorreu anteontem por aqui. Aliás, se as fotos que posto nem sempre são dignas da capa do jornal é simplesmente porque, como repórter, não sou autorizada a levar minha super câmera profissional às entrevistas (coletivas e exclusivas) que faço. Para isso, eu precisaria ser ‘repórter fotográfico’, o que não sou. Bem, não se pode ter tudo.

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