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Cannes 2012 – Um balanço do primeiro dia de maratona

Flavia Guerra

16 de maio de 2012 | 17h46

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Flavia Guerra/Cannes

2012 é ano de Olimpíadas, não? E oficialmente os jogos só começam só em julho, certo? Bom, isso em Londres. Porque aqui na França, mais especificamente em Cannes, os jogos, ou pelo menos a maratona, a prova de longa resistência a varias noites mal dormidas, corrida por um lugar na sala escura, por um cantinho na sala de imprensa, por uma entrevista exclusiva e até pela  fila do banheiro já começou.

Está acabando o primeiro dia da histórica 65 edição do maior festival de cinema do mundo. Cannes. Dia, claro,  agitado.  Começou as 8h da matina com sessão  exclusiva de Rise of the Guardians (que poderia ser traduzido como O Levante dos Guardiães), seguiu com concorridíssima sessão do filme de abertura, Moonrise Kingdom, de Wes Anderson, com a coletiva de imprensa do filme, passou por sessão do egípcio Baad El Mawkeaa e se encerrou com a sessão de gala de Moonrise Kingdom.

 

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Moonrise Kingdom: em busca do primeiro amor

Vale lembrar que, para os jornalistas, o festival sempre começa antes. Hoje, para os convidados, não há filme em competição. Já que Wes Anderson e sua trupe vêm em missão de Filme de Abertura. O egípcio, a propósito, será exibido amanhã em sessão de gala, mas a imprensa já viu hoje. Assim, traz tudo adiantado.

E posso adiantar que a escolha de Moonrise Kingdom para abrir o festival é , no mínimo, original. Afinal, Anderson faz um cinema muito particular.

Já a escolha do filme egípcio para integrar a competição é , no mínimo, intrigante. Inspirado na atual revolução por que passa o Egito, o inicio da Primavera Árabe, o filme conta a historia de uma jovem libertária  que se envolve com Mahmoud,  um ‘cavaleiro da praça Tahir ” que, a 2 de Fevereiro de 2011, manipulado pelos serviços do regime de Moubarak, atacam os jovens revolucionários. Ela quer melhores condições para a mulher egípcia. Ele quer seu trabalho, de guiar os turistas pelas Pirâmides, de volta. Com as agitações sociais, os turistas sumiram… O filme é irregular. Estranha sua presença na mostra  competitiva mas, diante da urgência do tema, a escolha é compreensível.

No intervalo  das sessões, dois documentários chamaram atenção: Roman Polanski, Um Filme Memoria, e Woody Alem, Um documentario. Como os nomes ja dizem, são duas homenagens a doius grandes mestres do cinema.

Por hoje, é só. Amanhã, a maratona continua!

 

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