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‘Brazilian way’. Ou de como os ingleses vêem nosso jeitinho de deixar tudo para a última hora

Flavia Guerra

03 de agosto de 2012 | 14h31

Londres 2012

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Aí que para falar do atraso das obras da Vila Olímpica no Rio, presica da foto da passista. Precisa mesmo?

 

Então, enquanto os ingleses encaram a ‘tragédia’ de receber apenas 100 mil dos aguardados 300 mil turistas neste verão omlímpico, a imprensa inglesa não deixa de ter tempo para falar do atraso precoce brasileiro.

Não só a opinião pública olímpica como também profissionais que cuidam do ‘Master Plan’, ou a planta básisca da Vila Olímpica no Rio, comentaram com esta bloqueira que vos escreve que estão preocupados com o ‘timing’ brasileiro. “Eles gostam de trabalhar no tempo deles e não gostam de ser pressionados”, ‘informou’ um arquiteto português que integra a equipe de arquitetos que desenhará o Master Plan. “Realmente isso nos preocupa. A esta hora, em 2008, quando Beijing ainda acontecia, a construção da Vila Olimpíca de Londres já tinha sido iniciada. E o Rio não tem nem o Master Plan ainda!”

“Como vocês conseguem ser assim?”, perguntou o patrício. “A gente tem a quem puxar”, ironizou esta blogueira, meio fugindo da responsabilidade, claro, de explicar o nosso tão ‘admirado’ timing de deixar tudo para a última hora. Ou pelo menos de não começar na hora devida.

É… Para tratar do mesmo assunto, o jornal inglês Independent publicou artigo dizendo que as empresas britânicas que firmaram contratos com os brasileiros para a produção da Rio 2016 estão pressionando os brasileiros para começarem a se mexer e se apressar. Dizem ainda que estamos dois anos atrasados e que a ‘Brazilian relaxed attitude’ pode prejudicar a organização dos jogos e que pode trazer gastos extras não planejados.

Interessante é observar que, para falar de planos, prazos, contratos e atrasos, o Independent precisou publicar uma foto de uma passista fantasiada para o carnaval. “Momento preguiça’ desta blogueira tupiniquim. Amigos leitores, pergunto: PRECISA? Precisa apelar para as plumas, paetês e pernas de fora do nosso produto interno? A julgar pela cobertura atual, vêm aí quatro anos de chateação com a velha ‘imagem do Brasil sambista’ utilizada ‘fora de contexto’. Ou não.