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Destaques do Horário Político 2014

Flavia Guerra

01 de outubro de 2014 | 23h04

A blogueira que aqui escreve tem acompanhado o horário político para presidente e para governador neste último mês. Hoje foi ao ar o último programa dos candidatos ao governo de São Paulo. Há muito o que se analisar e considerar sobre as campanhas. Mas, levando em consideração a estética, a direção, o roteiro e a montagem de cada um dos programas dos principais candidatos, há que se observar atentamente a forma como o publicitário Duda Mendonça dirige o programa político de Paulo  Skaf.

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Veja o discurso do Skaf fechando o último horário político na TV na noite desta quarta-feira:

“Meus amigos, ontem à noite foi o debate da Rede Globo A última oportunidade de vocês tirarem as suas dúvidas. Na verdade, o que está em jogo neste momento é apenas uma coisa. Se o governador Alckmin, depois de dez anos governando São Paulo, e deixando a saúde, a educação, a segurança, a falta d’água, o metrô, o preço dos pedágios, a falta de creches e tantas outras coisas nas condições que se encontram, merece ou não mais quatro anos? Se você assistiu ao debate de ontem à noite, é muito provável que uma grande dúvida tenha tomado conta de você. Pena que começou tarde e nem todos assistiram, pois ficou claro para quem viu que o governador não sabe como responder por que depois de dez anos no governo São Paulo está do jeito que está. Por isso, tenta a todo custo fugir do debate com os candidatos que ele sabe que são mais preparados. Ontem, isso ficou bastante claro. Com medo da sua fragilidade, o governador fez acordo com dois candidatos, Ciglioni e Natalini, para que eles de todas as maneiras possíveis impedissem que outros candidatos lhe perguntassem.
E quando era sua vez de perguntar, das quatro perguntas que o governador fez, todas as quatros foram exatamente para estes mesmos candidatos, fugindo do Maringoni, do Padilha e de mim. De mim então, como segundo colocado nas pesquisas, deveria ser com quem ele mais buscasse o confronto, para provar que ele sabe resolver os problemas. Mas ao contrário, em três debates, onde ele fez nove perguntas, nenhuma delas foi para mim. Por isso que lhe peço apenas uma coisa. Um voto de confiança. Me dêem a oportunidade de debater com ele. Frente a frente. Só nós dois no segundo turno. É só isso que lhe peço. E vejam. Vocês não têm nada a perder com isso. São Paulo só tem a ganhar. São só 20 dias de campanha, mas que certamente vão lhe ajudar a decidir a sua vida para os próximos quatro anos, com mais certeza e sem medo de errar.”

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