Velhas dúvidas de ano-novo

Estadão

05 de janeiro de 2009 | 12h44

Entra ano, sai ano, e a quantidade de perguntas que domina as nossas vidas é sempre maior que o número de respostas. Não estou falando apenas de questões existenciais do tipo ‘de onde viemos?’, ‘Deus existe?’ ou ‘quanto mede o quadril da Mulher Melancia?’ Estou falando também daquelas dúvidas simples, bestas, que surgem invariavelmente na forma de filosofia de boteco após algumas cervejas.

Em um encontro com amigos no final do ano, discutimos sobre as consequências da crise financeira, o sucesso da Olimpíada de Pequim, a libertação da Ingrid Bettancourt pelo exército colombiano, a morte estúpida da Isabella Nardoni, as trapalhadas jurídicas do caso Daniel Dantas, a eleição do Obama, as chuvas em Santa Catarinaos ataques de Israel a Gaza… enfim, os assuntos sérios de 2008.

Também falamos, claro, sobre muitas outras coisas que não têm nada a ver com nada, mas que são bastante divertidas. As questões sérias você lê no resto do portal do Estadão; aqui estão só as divertidas.

Por que quem está casado quer ficar solteiro e quem está solteiro quer se casar?

Essa é uma questão que ultrapassa os limites da retrospectiva de 2008. É mais ou menos como o ‘ser ou não ser’ de Shakespeare. Se alguém souber a resposta, por favor me envie por e-mail. Com a solução junto, se for possível. (Pena que não será.)

Quem é o pai do Amaury Jr?

Sim, porque se ele é o Amaury Jr. deve existir o ‘Amaury Sênior’ em algum lugar. E se ninguém sabe quem é o Amaury Sênior, por que usar ‘júnior’ como nome artístico? Essa história de usar ‘júnior’ como sobrenome, aliás, é tão ridícula que deveria ser proibida. Lembro que passei um tempão curioso para saber quem era a mãe da então cantora mirim ‘Sandy Júnior’.

Para que servem os gatos?

Minha filha ganhou de aniversário um gato de pelúcia importado, perfeito, com pelo de verdade e tudo o mais. E aí eu pensei: ‘qual é a diferença entre esse e um gato de verdade?’ Sério, o bicho fica parado ali, tal, sem fazer nada – bem, exatamente como um gato de verdade. Ele só não arranha as unhas no sofá (ainda bem). Quando enjoo da cara dele é só mudá-lo de lugar ou guardá-lo no armário.

É possível uma pessoa ter barriga de tanquinho e cérebro ao mesmo tempo?

Essa questão vai além da metafísica – ela também envolve a … educação física. Já me disseram que os músculos da barriga de tanquinho não deixam o cérebro mandar na gente. E se o cérebro insistir muito, leva porrada.

Como se vê, só uma dose de bom humor para curar a ressaca das festas de fim de ano. Que 2009 seja mais engraçado que 2008 …

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