Um grande disco de rock… rock?

Estadão

27 de abril de 2007 | 16h50

Blocparty

Sou fã do Bloc Party desde a primeira vez em que ouvi ‘Silent Alarm’, em 2005. Achei o som da banda impressionante, não apenas por ser uma mistura super bacana de rock convencional e eletrônico, mas porque é um tipo de som que não dá para definir – originalidade é sempre bom e cada vez mais difícil de encontrar no mundo musical.

Não foi à toa, portanto, que a bíblia pop NME escolheu o disco de estréia dos ingleses como Melhor Disco de 2005.

Quando fiquei sabendo que ‘Weekend in the City’ tinha saído lá fora, em fevereiro de 2007, fiquei louco para baixá-lo na internet. Não fiz isso porque não gosto de baixar músicas (tenho trauma de vírus e sou um cara honesto). Como não consegui encomendar no exterior ($$$), esperei sair no Brasil. E só agora saiu… finalmente.

O segundo disco (ai, a maldição do segundo disco…) é excelente, com destaque para a faixa de abertura, ‘Disappear Here’. Genial. O Bloc Party é uma das poucas bandas que conseguem ser relevantes para fãs de qualquer país do planeta falando apenas do seu mundinho (no caso, Londres). Algo como Guimarães Rosa (Minas Gerais/Goiás) ou James Joyce (Dublin, Irlanda) fizeram tão bem na literatura (nossa, viajei um pouco longe, deixa eu voltar para a Terra). ‘Toque rock global, componha letras sobre a cultura local’ não soa tão bem quanto ‘Think global, act local’, mas é por aí.

Bom, enfim, é um grande disco. Quem gostar de rock (meio) pesado e modernoso, cheio de elementos eletrônicos, pode comprar sem erro. Ou baixar… mas aí a responsabilidade é sua. Eu sou contra.

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