Um café da manhã com Kelly

Estadão

15 de abril de 2008 | 14h38

kcarlson

Não quero deixar ninguém com inveja, mas tomei um excelente café da manhã hoje e fiquei extremamente bem-humorado. É que tive o prazer de passar a manhã no WTC Hotel com a atriz Kelly Carlson, da série ‘Nip/Tuck’, da Fox.

Eu não estava sozinho, é verdade. Alguns jornalistas estiveram lá e também puderam conversar com a bela atriz americana de 32 anos. Mas isso não chegou a estragar: gostei de ver de perto que a Kelly (olha a intimidade) é super simpática (felizmente), bastante inteligente (felizmente) e menos atirada do que Kimber Henry, sua personagem na série (infelizmente).

Kelly está no Brasil para divulgar a 5ª temporada de ‘Nip/Tuck’, uma série tão polêmica que até me espanta o fato de ela ter chegado à 5ª temporada. É uma série politicamente incorretíssima, uma crítica à banalidade com que homens e mulheres encaram atualmente as cirurgias plásticas.

A grande novidade da temporada que começa dia 23, às 22h, é que os dois personagens principais, os médicos Sean (Dylan Walsh) e Christian (Julian McMahon), decidem fechar sua clínica em Miami e abrir uma outra em Los Angeles. A série, portanto, se muda para Hollywood – com tudo que isso representa em termos culturais e ‘roteirísticos’. Los Angeles consegue ser ainda mais fútil que Miami, o que deve render histórias ainda mais bizarras, principalmente com aquelas celebridades decadentes e viciadas em plásticas. Depois do café da manhã de hoje, tenho uma razão a mais para não perder um capítulo. E isso não é apenas para não perder Kelly de biquíni em Malibu.

Para quem não conhece ‘Nip/Tuck’, a personagem de Kelly frequentemente aparece em cenas sensuais. “Eu não tenho nenhum problema com a minha sexualidade”, disse a atriz. Eu quase levantei a mão e disse: ‘eu acho que você está certíssima em não ter’, mas fiquei com medo de ser expulso pelo assessor. Ela disse então que sempre quis namorar com alguém que não fosse ator, e eu quase peguei o microfone para dizer que nunca havia pisado num palco de teatro, a não ser para tocar guitarra.

Pelo pouco tempo que passei com ela, pude perceber que Kelly é uma típica americana de Minnesota. Ela namora um ex-jogador de hockey, o canadense Tie Domi. Para quem não sabe, o hockey é um dos esportes mais violentos do mundo. E Tie, em sua longa carreira de 17 anos, era um dos jogadores mais violentos da liga. “Ele bateu o recorde de penalidades”, me contou Kelly, visivelmente orgulhosa.

Alguém sabe se existe em São Paulo uma academia onde eu posso aprender a jogar hockey?

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