Os perigos da TPM (Tensão Pré-Matrimônio)

Estadão

19 Março 2007 | 12h02

Tenho uma amiga que vai se casar em outubro, mas para ela é como se o casamento fosse amanhã. É claro que não posso mencionar seu nome, sob risco de ser desconvidado para a festa ou, pior, assassinado com um bem-casado envenenado. O tema desta coluna, na verdade, nem é motivo para ela ficar brava comigo: todas as mulheres ficam tão nervosas com os detalhes do evento que acabam contraindo o que batizei de TPM: tensão pré-matrimônio.

O ideal é pagar algum profissional para se preocupar por você, mas tem noiva que acha que dá conta de tudo. Boa sorte… para ela e para o noivo, que vai ter que agüentar a pilha de nervos até a hora do ‘aceito’. Pensando bem, a cerimônia em si é só o começo: ainda tem a lua-de-mel, o álbum do casamento, o vídeo… e as visitas daquela tia solteirona-especialista-em-casamento que vai perguntar 454 vezes se já não é hora de vocês terem um filho.

Foi no fim do ano passado que diagnostiquei minha amiga com tensão pré-matrimônio aguda. Ela começou a insistir para que eu confirmasse a presença no casamento com uma certa, digamos, antecedência: 14 meses antes, se fosse possível. Eu não sei nem se estarei vivo daqui a uma semana, mas mesmo assim confirmei na hora. Não é bom discutir com uma mulher de TPM.

Apesar de todas as atenções ficarem voltadas para a noiva, os homens também ficam nervosos. Por isso, recomendo às mulheres que liberem seus futuros maridos para a tradicional despedida de solteiro. Ou mais de uma, se for possível. Assim ele poderá relaxar e chegar mais tranqüilo à cerimônia. Acredite: não tem nada pior do que homem de TPM.

Há uma outra maneira meio radical de reduzir o tempo de duração da tensão pré-matrimônio: marcar o casamento para o dia seguinte. É um pouco em cima da hora? É. Mas pelo menos você não vai ter que se preocupar com padre, vestido, véu, cabelo, sapato, bolo, lista de convidados e tudo o mais que acompanha a organização de uma festa de casamento.

Seguindo essa estratégia, você vai poder se concentrar na única coisa que realmente importa: saber se o futuro marido vai comparecer ao altar. O resto se arruma.