Stanley Jordan é um gênio

Estadão

30 de maio de 2008 | 12h36

Meus amigos costumam dizer que eu uso muito a palavra ‘gênio’, às vezes para falar de pessoas que, vamos lá, também não são tão geniais assim. Pode até ser. Mas ando ouvindo ultimamente um guitarrista que é tão incrível, mas tão incrível, que é difícil classificá-lo de outra maneira. Esse cara é um gênio, sim.

Quem nunca ouviu Stanley Jordan pode fazer um belo exercício após clicar no vídeo abaixo: feche os olhos e tente adivinhar quantos guitarristas estão no palco. Dois? Três? Oito? Ao abrir os olhos, é difícil acreditar que todo aquele som está saindo de apenas um instrumento. Achei no YouTube uma versão bastante diferente de ‘Eleanor Rigby’, dos Beatles. A melodia, na verdade, começa apenas após um minuto de música, mas aconselho esperar para ver o resultado.

Seu estilo se chama ‘tapping’, técnica em que o guitarrista usa as duas mãos sobre o braço do instrumento, como um piano. Em 2006, Stanley esteve no Brasil pela milésima vez e batemos um papo pelo telefone. “Estou cada vez mais brasileiro. Há muita coisa para se fazer por aqui”, ele me disse. Fã declarado de MPB, Stanley gosta tanto de vir ao Brasil que já tocou até em cidades mais afastadas, distantes dos grandes centros. Como em 2004, quando tocou no Festival de Inverno de Paranapiacaba, no interior do Estado. “Adoro tocar em cidades que estão fora do roteiro típico de shows. O público tem sempre um sentimento mais puro em relação à música”, elogiou. “Parece que eles estão com os ouvidos mais
frescos.”

Stanley Jordan nasceu em 31 de julho de 1959 e passou a infância em Chicago, nos Estados Unidos. Formado na sofisticada Universidade de Princeton, ele chegou a tocar na rua. O disco ‘Magic Touch’, de 1985, foi o primeiro de uma produção bem generosa: em 2003, lançou dois CDs (‘Relaxing Music For a Difficult Situation I’ e ‘Ragas’), e em 2004, saiu ‘Dreams of Peace’. Ele acaba de lançar ‘State of Nature’ com um show no Iridium, em Nova York. Infelizmente, eu não estava lá. Quem sabe na próxima vez… ou em Paranapiacaba.

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