SPFW: A três metros de Gisele Bündchen

Estadão

22 de junho de 2009 | 12h24

.Sérgio Castro/AE
Gisele Bündchen: Tem gente que diz que não aguenta mais a Gisele. Olha bem essa foto e me responde: você acha que é possível enjoar dela?

Foto: Sérgio Castro/AE

Ufa! Hoje termina mais uma São Paulo Fashion Week. Se eu pudesse destacar apenas um momento entre todos do evento, ele teria acontecido na quarta-feira, 17 de junho de 2009.

São 22h, tudo pronto para o desfile da Colcci com Gisele Bündchen e Jesus Luz, namorado da Madonna. Na primeira fila, Carolina Dieckmann, Maytê Proença, Constanza Pascolato… e eu. Como é que eu fui parar lá?

Assistir a um desfile da Gisele é uma aventura, mais ou menos como conseguir ingresso para um show do U2 – se eles tocassem em um barzinho. Horas antes de seus maravilhosos pezinhos pisarem na passarela, a fila na porta da sala do desfile dava voltas pela Bienal.

Com uma pequena mãozinha de uma amiga glamourosamente influente, venço o primeiro obstáculo. Antes que eu possa dizer ‘Gisele-Caroline-Nonnenmacher-Bündchen’, estou no backstage, pertinho do camarim.

Modelos correm de um lado para o outro. Zeca Camargo espera para entrevistá-la para o Fantástico; os caras do CQC também.

Gisele sai do camarim, passa na minha frente e entra na sala de desfile, para ensaiar. (Não consigo entender por que é necessário ensaiar, ela vai apenas andar de um lado para o outro). Acho que é como um craque que entra antes do jogo para fazer o reconhecimento do gramado.
Já fiz a analogia com futebol antes. Para mim, ver Gisele desfilando é como ver o Pelé jogando: entra para o currículo e vira história para contar para os netinhos.

Showtime. Entro na sala e encontro amigas e amigos. Um papo aqui, outro ali, quando vejo estou sentado na primeira fila, perto do local onde os fotógrafos se amontoam. Na minha frente, do outro lado da passarela, são tantos globais que por um minuto acho que estou no meio de uma novela.

Gisele surge. Não é a primeira vez que a vejo desfilando, mas não sou louco de dizer que não dá um friozinho na barriga. A coisa mais interessante de vê-la em ação é não conseguir saber se ela brilha tanto porque é a Gisele ou se ela é a Gisele porque brilha tanto. Explico melhor: ela nos fascina porque sabemos que ela é a Gisele Bündchen, mas, ao mesmo tempo, ela só é a Gisele Bündchen justamente porque tem algo que nos fascina.

Ela caminha com o olhar seguro de quem sabe que é a melhor do mundo. As pernas são fininhas, Gisele é bem mais magra do que se imagina. O incrível é que ao olhar para suas pernas, descubro que não caminham como as outras, mortais. Gisele flutua. Chega ao final da passarela, se vira e volta. Meus olhos imploram por sua atenção, mas é claro que ela não me vê. Não importa: Gisele está a apenas três metros de distância. Já é o suficiente para alimentar meus sonhos até a próxima Fashion Week.

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