Sexo faz bem para a vida

Estadão

19 de maio de 2010 | 19h48

Hayden Panettiere

Hayden Panettiere

A atriz de ‘Heroes’ deu um belo presente para o namorado: um strip-tease. Se depender dela, pelo jeito o cara nunca vai ter hipertensão na vida

Há alguns dias, o ministro da Saúde José Gomes Temporão recomendou atividade física para combater a hipertensão. Para complementar, recomendou também que os casais fizessem sexo porque isso poderia ajudar na prevenção. Foi o bastante para o País inteiro falar sobre o assunto.

Na minha opinião, isso é demagogia. Não sei por que fingimos ser tão puros em algumas áreas, se somos tão promíscuos em outras. Por que será? Por que será que sexo é um assunto ainda tão tabu, se é algo praticado por 99,9% dos casais que a gente vê na rua de mãos dadas?

Acho esquisito a maneira como encaramos o sexo. Olhe pela janela e veja as pessoas na rua. Imagine só que coisa, elas fazem sexo! Sabe a professorinha da escola da sua filha? Ela também faz sexo. Sabe a sua bisavó, tão velhinha? Ela também fez sexo. Sei que parece idiota o que estou dizendo, mas é só para a gente refletir: todo mundo faz sexo. E o mundo não acabou. Ao contrário, aliás.

Talvez você diga que as pessoas de mais idade não fazem mais. Engano seu: muitas fazem, principalmente os homens desde que descobriram a famosa pílula azul (e como a patente do remédio acaba de ser quebrada, aguarde as festas nos asilos da cidade quando chegarem os primeiros genéricos). Daí você vai dizer: ‘os padres não fazem’. E aí eu prefiro nem comentar, porque entraremos em outra polêmica.

Posso até acreditar que tem gente que não faça. Mas é a minoria. A grande maioria tira a roupa, deita na cama, abraça o parceiro e faz sexo. Ou amor, como você quiser chamar. Se todo mundo faz, por que é um tema tão difícil de se abordar?

Não tenho a menor ideia, mas me chama a atenção quando vejo gente falando de sexo como se fosse uma coisa de outro mundo. Não é. Se fosse, aliás, eu não estaria escrevendo isso aqui. O importante é praticá-lo com consciência.

Pode soar bizarro, mas até sua mãe fez sexo. Com seu pai, olha só que coincidência (só não olhe para os dois agora porque eles estarão vermelhos). Não quero faltar com o respeito, nem quero que imagine coisas. Só quero dizer que isso é uma coisa óbvia, que faz parte da nossa vida. E não preciso nem dizer que é uma coisa linda, maravilhosa. Ao mesmo tempo em que não existe nada mais humano do que o ato sexual, ele não deixa de ser uma espécie de ritual sagrado, uma forma física e espiritual de transferência da vida.

Não tenho problemas com hipertensão, mas vou seguir o conselho do ministro. Faz bem para o corpo, para a alma, não tem contraindicações. E traz um outro benefício que não está em nenhuma cartilha do Ministério da Saúde: é uma delícia.

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