Robert Altman, o jogador de Hollywood

Estadão

21 Novembro 2006 | 19h59

Altman

Morreu na noite de segunda-feira um dos meus diretores preferidos: Robert Altman. Ele foi um dos últimos rebeldes de Hollywood. Nunca se rendeu – na verdade, ele nunca precisou se render. O sucesso de M.A.S.H. em 1970 o credenciou como ‘artista criativo e inovador’, já que ele ganhou a Palma de Ouro em Cannes com um filme que era reinventado a cada dia de filmagem. Não é modo de falar, não: o próprio roteirista do filme, Ring Lardner Jr., disse que deu risada quando recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado: ele disse que Altman não seguiu nem uma linha do roteiro que ele tinha escrito! (A informação está nos extras do DVD ‘M.A.S.H.’, aliás, imperdível).
Bom, Altman fez muita coisa boa depois disso, mas nunca foi um campeão de bilheteria. E isso foi ótimo, porque ele não sofreu a pressão que outros diretores sofreram, etc.

Meus preferidos de Altman (vale alugar na locadora e fazer uma sessão em homenagem a ele no fim de semana):

‘Assassinato em Gosford Park’ (2001)
‘Prêt-à-Porter’ (1994)
‘Short Cuts – Cenas da Vida’ (1993)
‘O Jogador’ (1992)
‘Nashville’ (1975)
‘M.A.S.H.’ (1970)

A foto de Altman é de Brian Snyder (Reuters)