Resoluções de ano novo

Estadão

31 de dezembro de 2006 | 16h53

Champagne

Ano novo, vida velha. Mais um réveillon, mais um amigo sem assunto dizendo ‘nossa, como este ano passou rápido…’ e, como não poderia deixar de ser, mais um monte de resoluções de ano novo que serão cumpridas com rigidez militar – pena que somente até o dia 2 de janeiro.

Réveillon não é sempre assim? Comigo é. Sempre me prometo as mesmas coisas, mesmo sabendo que não vou cumpri-las. Fazer esporte, comer alimentos saudáveis, trabalhar menos e passar mais tempo com a família e os amigos… e por aí vai. Mas este ano nem vou prometer nada. Me conheço muito bem para acreditar em mim.

E você, cumpre o que promete na noite de Réveillon? Parabéns. Qual vai ser a resolução hoje à noite? Parar de fumar? Emagrecer? Mudar de emprego? Namorar sério? Trocar de carro? Cuidar da saúde? Todas as anteriores?

Não precisa ficar envergonhado por eu ter acertado suas promessas. Não é culpa sua, todo mundo promete as mesmas coisas. A não ser aqueles meus amigos bem específicos. Uns garantem que vão tomar jeito e se casar em 2007 – só falta conhecer a namorada. Outros prometem que vão parar de beber durante seis meses… e depois explicam: vão beber o ano inteiro, dia sim, dia não.

Tem gente ainda que promete o impossível, como lutar pela paz no Oriente Médio ou o fim da fome na África. Gente, essas coisas não são para nós, humanos. Deixe isso para presidentes, super-heróis ou o Bono, do U2.
Se você não é da turma das promessas, deve ser da turma dos pedidos e simpatias. Cuidado, nem sempre dá certo: ouvi a história de um cara que pulou as sete ondinhas com tanta convicção que quebrou a perna na oitava. E a simpatia que manda a gente guardar sementes de romã o ano inteiro? Pode até dar sorte, mas a carteira fica com um cheiro super esquisito.
Sempre peço a mesma coisa: saúde e dinheiro, que o resto a gente compra. Eu sei, amor não se compra. Mas está assim de gente pedindo emprestado agora para devolver no ano que vem.

Como já ganhei um presente de Natal inesquecível, só tenho um desejo de ano novo: continuar a ter leitores como você. Feliz 2007!

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