Eu quero ser James Bond

Estadão

21 Novembro 2006 | 11h56

Já sei o que eu quero ser quando crescer: James Bond. Nem tanto pela licença para matar, porque acho que não tenho tantos inimigos assim. O que me fascina no 007 é o seu estilo de vida.

Bond tem os melhores carros. E eles ainda vêm com um monte de botãozinhos especiais, como aquele que joga pregos para furar o pneu do carro do vilão. Imagina você na Marginal, tranquilão, de repente um caminhão desgovernado vem ficando cada vez maior no seu retrovisor… pregos nele.

Bond tem as melhores tranqueirinhas. Não sei por que, mas homem adora bugigangas tecnológicas. Faz a gente se sentir ‘atualizado’, sei lá. Existe coisa mais útil do que um relógio-mini-TV de plasma? Dá para ver o jogo do Corinthians durante o almoço de domingo, por exemplo. E uma mochila-foguete? É perfeita para fugir pela janela da amante quando o marido dela chega em casa.

Bond vai às melhores festas, onde fuma os melhores charutos e bebe os melhores Martinis. Ele é amigo de todos os milionários gente fina do planeta. Bond conhece o mundo inteiro – não, mais que isso: ele salva o mundo inteiro. E não é uma vez só não, porque isso é coisa para espião americano de quinta. Salvar o mundo é o dia-a-dia dele. Bond não precisa usar collant justinho nem ter passaporte de Krypton para ser considerado super-herói.

Bond é imortal. Nunca entendi por que os vilões nunca tentam matá-lo com um tiro na nuca. Acho que matá-lo com criatividade dá moral com os outros vilões. “Sabe como eu matei o 007? Joguei o Bond numa piscina de crocodilos albinos vestindo um smoking roxo.” Uau. A verdade é que isso nunca dá certo e Bond sempre escapa. Yeah.

Meu 007 preferido é Sean Connery, mas admito que Pierce Brosnan é o mais bonitão. Timothy Dalton era um nada; Roger Moore, um canastrão. George Lazenby nem conta, já que só fez um filme – e o pior da série. Onde já se viu 007 se casar? E a mulher ainda morrer logo depois? James Bond se preza não pode ter uma mulher só. Muito menos ser viúvo.

Afinal, o bom mesmo de ser Bond são as ‘Bondgirls’. 20 filmes, 5 por filme… só aí são 100 garotas, sem contar as que ele conhece fora do trabalho. Tem emprego melhor?