O gênio Philip Roth

Estadão

29 de novembro de 2007 | 12h37

roth

Depois de um papo de boteco, voltamos a falar sério: se tem um cara que eu admiro na literatura contemporânea é o escritor americano Philip Roth. Ele tem pelo menos dois livros que estão entre os melhores que já li na vida: ‘Complô Contra América’ e ‘Pastoral Americana’.

Comecei a ler Roth há alguns anos, por indicação de um colega aqui do Estadão. Comecei com ‘O Complexo de Portnoy’, uma porrada no estômago, e daí fiquei tão apaixonado por seu estilo cerebral e seu texto perfeito que não parei mais. Roth é um escritor judeu que trata invariavelmente de temas judeus, mas com um olhar sobre esse modo de vida que na maioria das vezes é universal e bastante crítico; e, quando não é nenhum dos dois, ainda assim é interessante e emocionante.

Acabo de ler mais um, ‘Adeus, Columbus’. É o primeiro livro de Roth, mas nem por isso o texto parece o de um estreante. ‘Adeus, Columbus’ traz seis contos incrivelmente geniais, fiquei morrendo de inveja (no bom sentido) de ver que o livro de estréia de alguém pode ser algo inacreditavelmente maduro. Enfim, acaba de sair uma versão de bolso do livro (foi o que eu li) publicado pela Cia. das Letras, uma boa opção para os dias de descanso no fim de ano.

Não tenho mais o que dizer: ao lado de Ian McEwan e José Saramago, Philip Roth é o maior escritor vivo – na minha sempre modestíssima opinião.

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