Ô, vida dura

Estadão

18 de janeiro de 2008 | 11h20

Forum

A minha vida na São Paulo Fashion Week está um inferno: passo o dia vendo mulheres maravilhosas andando de um lado para o outro. E depois converso sobre o que eu vi na Rádio Eldorado (às 19h30), com minha amiga Alessandra. Na próxima vez, vou pedir para o Paulo Borges fazer uma edição especial da SPFW com uns seis meses de duração.

Bom, já vi muita coisa legal, mas muita coisa engraçada também – como é típico, aliás, desse mundo da moda. Tem cada figura…

Um balanço rápido do que aconteceu até ontem à noite:

1. A Forum fez um desfile na casa do próprio dono da marca, o Tufi Duek. Eu acho que ele fez isso para se exibir. Do tipo assim, ‘tenho uma mansão, não preciso desfilar minha marca naquela pobreza da Bienal do Ibirapuera’. Ele só se deu mal em um quesito: estava tão calor que o público quase fritou debaixo da cobertura de plástico. Outra coisa que não entendi: ele embrulhou uma modelo com plástico como se fosse um presente de Natal, com laço e tudo (foto de Alex Silva/AE). Ainda bem que não choveu: imagina a moça sendo levada pela água… iam achar que era uma água-viva gigante.

2. No desfile do Fause Haten, eu via Glória Kalil vestida com uma espécie de capa de chuva branca, dos pés à cabeça. Não sei se ela estava se preparando para a chuva ou para socorrer alguém (tipo enfermeira para ajudar os ‘fora de moda’). No mesmo desfile, vi um batalhão de paparazz se amontoando para fotografar alguém. Achei que era, sei lá, a Paris Hilton, mas depois vi que era apenas… a Mary Rita. Não sabia que a Maria Rita era tão famosa assim. Em terra de cego, basta um disco para virar rainha. Outra coisa: eu quase não reconheci o Fause Haten quando ele entrou na passarela no final do desfile. Achei que era outra pessoa. Afinal, ele aparou a sobrancelha e ficou bem diferente.

3. A Cori teve as roupas mais ‘usáveis’ que já vi até agora nessa SPFW. Também foi o desfile com o maior número de mulheres bonitas até a Animale, ontem. Para saber se um desfile é bom (desfile bom = mulheres bonitas), inventei o ‘Índice de Segurança’. É assim: quanto maior o número de seguranças assistindo, maior o número de mulheres bonitas na passarela. Vi também várias modelos bronzeadas, todas sem marquinha de biquíni. Se alguém souber as praias que elas frequentam, me avise. E para aquela modelo que quebrou o salto durante o desfile, um recado: no lounge do Estadão tem superbonder.

4. Se você for ver a exposição de sapatos de Vivienne Westwood, a criadora do punk, cuidado: aquilo não são sapatos. São armas brancas.

5. Acho que bolsas grandes estão na moda. Mas o que será que as mulheres tanto carregam para lá e para cá? Acho que dentro das bolsas tem… outras bolsas.

6. Há uma diferença entre estilista e stylist, você sabia? O estilista faz a roupa e o stylist cuida do estilo (cabelo, maquiagem, etc). Não entendi até agora por que os stylists são tão mal vestidos. Alguns deles parecem mendigos, não sei como não são barrados na porta da Bienal.

7. As bolsas do desfile da Animale tinham rabo de cavalo. É sério: rabos de cavalos, crinas, mesmo. Imagina só a mulher falando pro marido: ‘querido, vou no cabeleireiro levar minha bolsa’. E volta depois de três horas.

Bom, lá vou eu ver mais um desfile. Quem quiser ouvir meus comentários na Rádio Eldorado, eles acontecem por volta das 19h30. Bjs, F.

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