Michael Haneke: Palma para ele

Estadão

25 de maio de 2009 | 11h45

REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Sou fã do cineasta austríaco Michael Haneke desde a primeira vez que vi ‘Violência Gratuita’. É um diretor cerebral, inteligente, que adora deixar o final aberto de suas obras para que o público as interprete. Isso cria filmes autorais sofisticados, onde as camadas de análise se sobrepõem e criam interessantes retratos da sociedade.

Outra coisa que gosto muito de Haneke é que ele, invariavelmente, trata da maldade do ser humano – coisa que meu ídolo supremo, Stanley Kubrick, também adorava fazer.

Bom, tudo isso para quê? Para parabenizar Michael Haneke por toda sua carreira e, mais especificamente, para parabenizá-lo pelo prêmio mais importante do cinema em termos artísticos (o Oscar leva muito em conta a indústria; Cannes é mais voltada ao cinema puro): Haneke acaba de ganhar a Palma de Ouro em Cannes com seu novo filme, ‘The White Ribbon’ (A Fita Branca).

Glückwunsch, Michael.

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