Mais um papo de boteco

Estadão

06 de março de 2008 | 09h46

Dia desses, saí com os amigos para tomar cerveja, etc… você já imagina. Anotei tudo no guardanapo (apesar do protesto de alguns) e aqui está o resumo. Como sempre, não gosto de deixar vocês de fora de papos tão interessantes.

1. Passou um cara na rua que chamou a atenção do bar inteiro. Era um cara sem camisa, fortão, com o corpo inteirinho tatuado. Depois que ele foi embora, claro, começamos a discutir se ele deveria ser multado pela Prefeitura por causa do Projeto Cidade Limpa, mas não chegamos a nenhuma conclusão.

2. Por que as pessoas param de conversar quando entram no elevador? Claro que se o assunto é pessoal, seria normal ficar em silêncio. Mas e quando o papo é sobre assuntos comuns, do dia-a-dia? Será que é necessário manter esse sigilo sepulcral na frente de estranhos? Também não chegamos a nenhuma conclusão a respeito.

3. Um dos caras que estavam na mesa contou que tem um chefe tão chique, mas tão chique, que o sobrenome dele tem dois hifens.

4. Todos concordaram que é incrível o número de pessoas ‘sem noção’ no mundo. Um cara, por exemplo, que chega num boteco horrível e pede um X-Salada, achando que está comendo algo saudável. A chapa está imunda, o hambúrguer é oleoso, mas ele acha que aquela folha sem graça de alface e aquele tomate magrinho estão fazendo um bem inestimável à sua saúde. Não estão.

5. Com exceção dos cães, por que damos nomes a animais de estimação? Para que, por exemplo, batizar um pássaro? Por acaso ele chega perto da gaiola quando você chama? Com gatos é a mesma coisa: as pessoas batizam os bichanos só por capricho. Afinal, você chama o gato e ele nunca vem… Por que não chamá-los logo de Gato 1, Gato 2, e assim por diante? O cara na mesa que tem dois gatos não concordou. Mas foi voto vencido.

Não conversamos apenas sobre esses assuntos, mas tudo bem. Fica o registro só para provar que homem não fala só de mulher e futebol.

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