Mais poder para as mulheres

Estadão

24 Novembro 2006 | 20h30

Acabei de ler uma matéria chocante: o texto diz que “abortos realizados em condições precárias nos países em desenvolvimento matam 68 mil mulheres por ano”, segundo uma pesquisa recente realizada por cientistas do Instituto Guttmacher, de Nova York. Para a responsável pela pesquisa, Susheela Singh, “a forma mais eficaz de eliminar esta causa altamente evitável de doenças maternas e mortes seria fazer de serviços legais e seguros de aborto algo disponível e acessível.”

http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/nov/24/285.htm

É tão lógico que é um absurdo. Não é nem o caso de dizer se eu sou ou não a favor do aborto (sou a favor de que a decisão seja da mulher, sempre), mas é criminoso aceitar esse tipo de interferência machista da sociedade. A mulher tem que ter o direito de decidir sobre sua gravidez. É o corpo dela que está em jogo. O que acontece na prática? A mulher que quer interromper a gravidez vai numa clínica clandestina e acaba morrendo. E não apenas ela, mas a criança também, claro. Qual é o sentido disso? Pena que a sociedade ainda é tão machista. Solução? Uma mulher na Presidência.