Extrovertido e introvertido

Estadão

12 de outubro de 2009 | 09h29

Elisabetta Canalis

Elisabetta Canalis: A modelo e atriz italiana é a nova namorada de George Clooney. Quem será o introvertido do casal?

Já confessei várias vezes que esta coluna não tem a menor pretensão de apresentar textos baseados em estudos psicológicos formais. Tenho a intenção, sim, de conversar com você de maneira informal, de igual para igual. E só.

Como muita gente por aí, no entanto, sou fascinado pelo comportamento humano. E, até por influência de pessoas próximas, me interesso por ideias de pensadores como o suíço Carl Jung.

Amigo de Freud e considerado o pai da psicologia analítica, o cara criou inúmeros conceitos incríveis. Um deles sempre me chamou a atenção, por ser extremamente coerente, pragmático e fácil de entender.

É a teoria dos ‘Tipos Psicológicos’, que Jung criou em 1921. Segundo o psicanalista, de acordo com a vontade (libido) e energia, as pessoas podem ser classificadas em duas categorias: extrovertidas e introvertidas. Os termos são tão simples que hoje em dia podem ser compreendidos até por crianças – o que prova que a teoria de Jung estava certa. ‘Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda’, ele dizia.

As pessoas extrovertidas são aquelas que se projetam no mundo exterior, nas outras pessoas e objetos. As introvertidas, pelo contrário, são as que se voltam para dentro, para as ideias, para o innerself. Em que categoria você se encaixa?

Não importa. Eu também nunca havia reparado nisso. Mas quando ouvi a teoria, passei a prestar mais atenção nas pessoas em volta e vi que ela tem tudo a ver. Tem gente que não vive sem holofotes, que não consegue ficar sem participar de um evento em que duas ou mais pessoas estejam envolvidas. E há os que não estão nem aí para isso, que estabelecem uma atitude mais introspectiva em relação às coisas, uma experiência, digamos, mais íntima do que pública.

Os extrovertidos, então, só querem aparecer? E os introvertidos, são seres egoístas que só se preocupam com suas coisas? Nada disso.

O que existe, e Jung falava sobre isso, é que casais formados por um indivíduo de cada tipo têm mais chance de dar certo. E é fácil entender por que… eles se completam. Simples assim.
É bom ressaltar que não há pessoas 100% uma coisa ou outra. Todo mundo é formado por porcentagens desses dois tipos. Os casais tendem a ajustar suas frações para atingir um objetivo em comum: permanecer juntos.

Isso pode parecer muito teórico para uma segunda-feira-feriado de manhã, mas não deixa de render uma boa conversa. Os extrovertidos vão adorar discutir o tema durante o almoço; já os introvertidos vão passar a tarde pensando no assunto.

E você, vai fazer o quê?

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