Dia das Mulheres: A natureza feminina

Estadão

08 de março de 2010 | 13h14

Hoje é o Dia da Mulher e daqui a alguns dias estarei prestando minha homenagem a uma representante do sexo feminino que admiro muito.

Não, ela não é uma feminista radical discípula de Simone de Beauvoir, nem uma ativista da (justa) causa dos Direitos Humanos da Mulher. Ela é simplesmente a minha sobrinha e afilhada Laura, que faz no dia 21 sua festinha de 3 anos.

Independente da citação da data aqui, quero deixar claro que sempre fui contra o Dia da Mulher. Não a ponto de fazer uma campanha, mas sou contra. Acho que essa história de criar datas especiais só serve para donos de lojas nos shoppings ou para vereadores que não têm o que fazer (desculpe pelo pleonasmo). E essa situação me incomoda: se dia 8 de março é das mulheres, os outros 364 são nossos? Absurdo, para dizer o mínimo. E injusto com as próprias mulheres.

Mas por que eu comecei o texto falando da minha afilhada? Esqueci. Não, brincadeira. Primeiro, porque vem aí a festinha dela (parabéns, Laurinha). Em segundo, porque eu poderia falar dela, da minha filha ou até da minha vizinha do andar de cima, uma simpática garotinha de 8 anos. Estou aqui para homenagear o sexo feminino e o que ele tem de universal, não importa se a mulher em questão é uma recém-nascida ou uma velhinha de 100 anos.

Essa coisa da idade, inclusive, é muito relativa. Entendo muito melhor as mulheres vendo minha afilhada e minha filha brincando juntas do que prestando atenção ao comportamento isolado de uma mulher adulta. Digo isso porque é possível ver a essência da alma feminina em sua forma pura e constatar que ela já nasce com as mulheres.

O sentimento maternal, por exemplo. Acho quase impossível ver os filhos homens de meus amigos brincando de casinha ou de algo como ‘pai e filhinho’ com o colega. Já Laura e Isabel fazem isso o tempo inteiro, brincam de mamãe e filhinha como se a tarefa de cuidar de uma família fosse intrínseca ao comportamento feminino. Pelamordedeus, não vá pensar que estou sendo machista: trata-se aqui de biologia, no melhor sentido Darwiniano da palavra. Há homens que cuidam da casa e da família e mulheres que trabalham fora; não é disso que estou falando, muito menos de sexualidade, como me alertaram quando expliquei minha teoria. Estou falando do padrão, não das exceções que, aliás, confirmam a regra.

Da mesma maneira que meninos brincam de carrinhos e super-heróis, meninas brincam de princesas e castelos. Algo no DNA delas acha mais graça em algumas coisas do que em outras, e ainda bem que é assim. Mais que diferentes, somos complementares. Sábia natureza.

Deixo um beijo para as mulheres de todas as idades, até porque seria impensável imaginar o universo sem elas. E aproveito para pedir um carinho especial para as crianças e garotas, para que virem mulheres maravilhosas quando crescerem. O futuro agradece.